CotriguaçuMT
10.398 habitantes · IBGE 5103379
Resumo socioambiental
Cotriguaçu/MT apresenta quadro socioambiental crítico em saneamento básico, com sinais mais favoráveis em emissões de gases de efeito estufa no último ano disponível. A cobertura de água atingiu apenas 5,5% dos domicílios em 2022, muito abaixo da mediana nacional de 76,5% e do valor da UF (87,2%), posicionando o município no percentil 1 do país — entre os piores do Brasil nesse indicador. A coleta de resíduos domiciliares, embora tenha evoluído de 37,4% (2010) para 53,7% (2022), ainda está distante da mediana nacional (76,9%) e do estado (84,7%, percentil 18). Coerentemente, o destino inadequado de resíduos afeta 45,4% dos domicílios (2022), quase o triplo da mediana nacional (14,9%) e da UF (11,2%), colocando o município no percentil 90 — entre os piores do país nesse quesito.
As emissões totais de GEE caíram de 9,78 milhões de tCO₂e (2023) para 1.195.761 tCO₂e em 2024, redução de 60,8%, interrompendo uma trajetória histórica de forte volatilidade associada provavelmente a desmatamento e uso do solo. Mesmo com essa queda expressiva, o município permanece no percentil 91 nacional, evidenciando que, apesar da melhora pontual, seu volume de emissões ainda é muito superior à mediana do Brasil (138.513 tCO₂e). As emissões de energia também recuaram para 17.550 tCO₂e (-52% em relação a 2023), ficando próximas da mediana nacional (18.929 tCO₂e, percentil 49). Já as emissões de resíduos, de 4.692 tCO₂e em 2024, seguem abaixo da mediana nacional (6.191 tCO₂e), mas com leve alta de 9,5% no último ano, o que chama atenção diante da baixa cobertura de coleta e do alto percentual de destinação inadequada.
Os registros de eventos climáticos extremos, embora datados de 2016, indicam vulnerabilidade: 5 registros de cheia colocam o município no percentil 98 nacional, sinalizando exposição a riscos hidrológicos que podem ser agravados pela precariedade do saneamento. Não há registros de seca no mesmo período.
Em síntese, o principal desafio de Cotriguaçu é a infraestrutura de saneamento — água e resíduos —, com indicadores entre os piores do país e forte defasagem em relação à média nacional e estadual. A recente redução das emissões de GEE é positiva, mas deve ser interpretada com cautela dado o histórico de oscilações abruptas; investimentos em ampliação de cobertura de água e gestão adequada de resíduos são prioritários para reduzir riscos sanitários e ambientais associados.
Gerado em 10/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
48.6%
2024
Perda de água
SNIS/SINISA
2.8%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
53.7%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
45.4%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
1.195.761 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
4.692 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
17.550 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
5
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.
