CoximMS
33.390 habitantes · IBGE 5003306
Resumo socioambiental
Coxim apresenta um quadro de saneamento marcado por contrastes relevantes entre abastecimento de água e esgotamento sanitário. A cobertura de água atingiu 90,1% em 2022, acima da mediana nacional (76,5%) e da média estadual (86,0%), posicionando o município no percentil 71. Já a coleta de esgoto, embora tenha crescido significativamente desde 2007 (variação de +524,2%), chegou a apenas 13,4% em 2021 — muito distante da mediana nacional (87,8%) e do percentil estadual (70,5%), situando o município no percentil 8 do país. O tratamento de esgoto segue padrão semelhante, com 12,9% em 2022, também abaixo da mediana nacional (37,7%) e estadual (52,2%), refletindo uma infraestrutura de coleta e tratamento ainda incipiente frente à cobertura de água já consolidada. A existência de apenas 1 ETE no município (2020), no entanto, iguala a mediana nacional, mas fica muito aquém das 81 unidades médias do estado.
A perda de água na distribuição, de 28,5% em 2022, é um ponto de atenção operacional, embora esteja marginalmente melhor que a mediana nacional (29,9%) e a estadual (31,2%). Por outro lado, os indicadores domiciliares do Censo mostram evolução positiva: a coleta de resíduos atingiu 90,6% em 2022 (percentil 79) e o destino inadequado de resíduos caiu para 8,8%, abaixo da mediana nacional (14,9%), embora ainda acima da média estadual (9,8%). Essa melhora na gestão de resíduos sólidos contrasta com o aumento das emissões de resíduos no inventário de GEE, que cresceram 26,6% entre 2010 e 2024, atingindo 27.390 tCO₂e — muito acima da mediana nacional (6.191 tCO₂e), no percentil 88, sugerindo que a expansão da coleta não foi acompanhada de tratamento adequado dos resíduos captados.
No campo climático, Coxim é um município de perfil emissor expressivo: suas emissões totais de GEE alcançaram 2.185.202 tCO₂e em 2024, no percentil 95 nacional, embora com queda de 14,7% frente a 2010. As emissões de energia, com 213.180 tCO₂e (percentil 90), reforçam essa posição, enquanto a matriz de geração local permanece pouco diversificada: a potência solar estagnada em 2 kW (percentil 2) e a biomassa em 22 kW (percentil 0) contrastam com os 400 kW de potência hidráulica, mantidos inalterados desde 2010. Essa baixa penetração de fontes renováveis distribuídas limita o potencial de mitigação local das emissões.
Por fim, os registros de eventos hidrológicos extremos em 2016 — 4 ocorrências de cheia (percentil 96) e 1 de seca (percentil 59) — indicam exposição a riscos climáticos que, combinados com a baixa cobertura de esgotamento sanitário e o índice ainda elevado de perdas de água, reforçam a necessidade de priorizar investimentos em infraestrutura de saneamento e resiliência hídrica no planejamento municipal.
Gerado em 10/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
90.0%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
10.2%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
9.3%
2024
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
1
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
22.9%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
90.6%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
8.8%
2022
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
424 kW
Potência solar
ANEEL (SIGA)
2 kW
2024
Potência hidráulica
ANEEL (SIGA)
400 kW
2024
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Usinas solares (legado)
ANEEL (SIGA)
2 kW
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
2.185.202 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
27.390 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
213.180 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
4
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
1
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.
