CoxixolaPB

1.882 habitantes · IBGE 2504850

IA

Resumo socioambiental

Coxixola/PB apresenta quadro crítico de saneamento básico, com destaque negativo para o esgotamento sanitário: apesar de a coleta de esgoto ter atingido 99,8% em 2018 (acima da mediana nacional de 87,8% em 2021), o tratamento de esgoto é 0,0% desde ao menos 2012, situação idêntica à mediana da UF (42,7%) e nacional (37,7%) mostrarem estar muito distante do praticado no país (percentil 25). Ainda mais preocupante é a queda abrupta de domicílios com coleta de resíduos, que passou de 44,0% em 2010 para apenas 0,5% em 2022 — colocando o município no percentil 0 nacional — enquanto o destino inadequado de resíduos atinge 49,3% dos domicílios (2022), mais de três vezes a mediana nacional de 14,9% e no percentil 92, indicando forte deterioração da gestão de resíduos sólidos.

O abastecimento de água também é deficiente: a cobertura caiu para 55,9% em 2022, bem abaixo da mediana nacional (76,5%) e da UF (77,2%), posicionando o município no percentil 26. Some-se a isso a perda de água de 34,4% (2022), pior que a mediana nacional (29,9%), embora ligeiramente melhor que a UF (37,3%). A combinação de baixa cobertura com alta perda de água sugere ineficiência estrutural na rede, agravada pela ausência de tratamento de esgoto, o que eleva riscos sanitários e de contaminação de mananciais, especialmente relevante em contexto semiárido nordestino.

Em relação ao clima, as emissões totais de GEE do município somaram 31.990 tCO₂e em 2024, valor abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e, percentil 13), com aumento de 119,6% desde 2010, embora a série mostre grande oscilação (pico de 50.615 tCO₂e em 2021). As emissões de resíduos, por outro lado, caíram 40,3% no período, para 992 tCO₂e em 2024 — resultado que contrasta com o agravamento observado nos indicadores de coleta e destinação inadequada de domicílios, sugerindo que a redução nas emissões setoriais não reflete melhoria na gestão, mas possivelmente menor captação de dados ou mudança na metodologia de contabilização. As emissões de energia cresceram 88,3% no período, atingindo 1.520 tCO₂e em 2024, ainda distantes da mediana nacional (18.929 tCO₂e).

Por fim, os registros hidrológicos da ANA (2016) indicam ausência de cheias registradas, mas seca observada em 15 registros, colocando o município no percentil 95 nacional — indicativo de vulnerabilidade hídrica típica do semiárido paraibano. Esse quadro reforça a urgência de investimentos articulados em ampliação e eficiência da rede de água, implantação de tratamento de esgoto e reestruturação da coleta de resíduos sólidos, dado que os déficits de saneamento e resíduos se retroalimentam e ampliam riscos ambientais e de saúde pública em um contexto de escassez hídrica recorrente.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

40.2%

2024

13
23.1% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

38.6%

2024

30
61.4% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

0.0%

2024

24

Perda de água

SNIS/SINISA

30.9%

2024

45
5.2% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

0.5%

2022

0
98.8% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

49.3%

2022

8
11.8% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

31.990 tCO₂e

2024

87
119.6% no período

Emissões de resíduos

SEEG

992 tCO₂e

2024

98
40.3% no período

Emissões de energia

SEEG

1.520 tCO₂e

2024

96
88.3% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

15

2016

5
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.