CriciúmaSC
225.281 habitantes · IBGE 4204608
Resumo socioambiental
Criciúma apresenta saneamento básico de água em situação de excelência, com cobertura de 100,0% em 2024, superando com folga a mediana nacional (73,2%) e a média catarinense (86,8%), posicionando o município no percentil 100 do país. Em contrapartida, esgotamento sanitário permanece como o principal gargalo: a coleta atinge 51,3% e o tratamento 40,9% em 2024, ambos abaixo da mediana nacional de coleta (59,9%), embora o tratamento supere a mediana (33,3%). Vale destacar o salto expressivo entre 2021 e 2023, quando a coleta passou de 34,7% para 51,3%, indicando investimento recente em infraestrutura, embora ainda distante da universalização.
A perda de água na distribuição, de 27,5% em 2024, é ligeiramente melhor que a mediana nacional (29,1%) e mostra tendência de queda desde 2016 (36,9%), refletindo ganhos de eficiência operacional. Já a gestão de resíduos sólidos é positiva sob a ótica da destinação final: apenas 0,2% dos domicílios têm destino inadequado em 2022, um dos melhores índices do Brasil (percentil 1, ante mediana nacional de 14,9%), com cobertura de coleta domiciliar de 99,1%. Esse quadro contrasta, porém, com o aumento constante das emissões de resíduos (97.977 tCO₂e em 2024, alta de 49,4% desde 2010), sugerindo que a boa cobertura de coleta não tem sido acompanhada de redução na geração ou de tratamento mais eficiente dos rejeitos, uma vez que o tratamento de esgoto ainda é parcial.
No eixo climático, as emissões totais de GEE somaram 782.817 tCO₂e em 2024, com alta de 23,5% desde 2010, colocando o município no percentil 87 nacional — patamar elevado mesmo descontando o grande porte populacional. O setor energético é o principal responsável (626.491 tCO₂e, percentil 97), seguido pelos resíduos, ambos muito acima das medianas nacionais, o que evidencia forte pressão da matriz energética local sobre o balanço de carbono. A geração renovável distribuída é modesta e estagnada: potência solar de 330 kW e biomassa de 838 kW, ambas sem crescimento desde 2013/2022, e em percentis baixos (27 e 20, respectivamente) frente ao país, sinalizando espaço relevante para expansão de fontes limpas como estratégia de mitigação.
Gerado em 10/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
100.0%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
51.3%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
40.9%
2024
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
2
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
27.5%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
99.1%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
0.2%
2022
Unidades de destinação
IBAMA (CTF-APP)
2
2025
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
1 MW
Potência solar
ANEEL (SIGA)
330 kW
2024
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Usinas solares (legado)
ANEEL (SIGA)
330 kW
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
782.817 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
97.977 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
626.491 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
6
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.
