Cristalândia do PiauíPI

7.454 habitantes · IBGE 2203008

IA

Resumo socioambiental

Cristalândia do Piauí apresenta quadro socioambiental crítico no saneamento básico, com sinais claros de deterioração ao longo da série histórica. A cobertura de água atingiu apenas 9,5% em 2023, muito abaixo da mediana nacional de 73,2% e do índice estadual de 92,3%, representando queda acumulada de -71,1% desde 2010 — um retrocesso expressivo que contrasta com a tendência geral do país. Paralelamente, a perda de água chegou a 68,1% em 2023 (variação de +36,1% no período), quase o dobro da mediana nacional (29,1%) e quase três vezes o índice do Piauí (23,6%), evidenciando ineficiência operacional grave no sistema de abastecimento, que provavelmente compromete ainda mais a já baixa cobertura efetiva.

No manejo de resíduos sólidos, a situação também é preocupante: apenas 46,7% dos domicílios têm coleta de lixo (2022), ante mediana nacional de 76,9% e estadual de 70,4%. Mais grave é o percentual de destino inadequado de resíduos, em 53,1% (2022), posicionando o município no percentil 94 nacional — entre os piores do país —, embora represente uma melhora de -15,3% frente a 2010. Ainda assim, essa taxa elevada de disposição inadequada não se traduz em emissões de resíduos particularmente altas: os 2.933 tCO₂e de 2024 ficam abaixo da mediana nacional (6.191 tCO₂e), no percentil 24, sugerindo que o problema é mais de gestão sanitária e de saúde pública do que de escala de geração de gases.

O destaque mais alarmante do dossiê é a trajetória de emissões totais de GEE, que saltaram de 245.361 tCO₂e em 2010 para 852.946 tCO₂e em 2024, alta de +247,6%, colocando o município no percentil 88 nacional — muito acima da mediana (138.513 tCO₂e). Esse crescimento não é explicado pelas emissões de energia (1.884 tCO₂e, percentil 6, irrisórias frente ao total) nem pelas de resíduos, indicando que a expansão está concentrada em outros setores, provavelmente uso da terra e agropecuária, não detalhados neste dossiê. Some-se a isso o registro de 5 eventos de seca em 2016 (percentil 76 na UF), o que reforça a vulnerabilidade climática do município em um contexto de infraestrutura hídrica já fragilizada.

Em síntese, Cristalândia do Piauí combina baixíssima cobertura e alta perda de água, deficiência na coleta e destinação de resíduos, e crescimento acelerado de emissões totais, configurando um cenário que demanda investimento urgente em saneamento básico e monitoramento ambiental, sob risco de agravamento tanto dos indicadores sanitários quanto climáticos nos próximos anos.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

9.5%

2023

71.1% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

68.1%

2023

36.1% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

46.7%

2022

12
24.9% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

53.1%

2022

6
15.3% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

852.946 tCO₂e

2024

12
247.6% no período

Emissões de resíduos

SEEG

2.933 tCO₂e

2024

76
29.3% no período

Emissões de energia

SEEG

1.884 tCO₂e

2024

94
7.4% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

5

2016

24
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.