CristalinaGO

65.705 habitantes · IBGE 5206206

IA

Resumo socioambiental

Cristalina/GO apresenta em 2022 cobertura de água de 75,5%, valor próximo à mediana nacional (76,5%) mas abaixo da média estadual (89,1%), posicionando o município no percentil 49 do país. O saneamento de esgoto é o ponto mais crítico: a coleta atinge apenas 45,3% (2021), muito aquém da mediana nacional (87,8%) e também inferior à média goiana (74,3%), colocando o município no percentil 24 — entre os piores do país nesse quesito. Chama atenção que, apesar da baixa cobertura de coleta, o tratamento de esgoto evoluiu para 52,3% (2022), superando a mediana nacional (37,7%) e ficando no percentil 58, o que indica que o esgoto efetivamente coletado é tratado com relativa eficiência, mas a maior parte da população ainda não é atendida pela rede coletora. A perda de água na distribuição, de 37,1% (2022), é elevada frente à mediana nacional (29,9%) e à média estadual (27,8%), sinalizando ineficiência operacional que pressiona a sustentabilidade do sistema mesmo com investimentos aparentes em infraestrutura.

Do ponto de vista de resíduos sólidos, o quadro é mais favorável: a coleta domiciliar chega a 85,2% (2022, Censo), acima da mediana nacional (76,9%), e o destino inadequado caiu para 13,1%, ligeiramente abaixo da mediana nacional (14,9%), embora ainda distante do padrão estadual (5,5%). Essa melhora na gestão de resíduos, contudo, não se reflete nas emissões: as emissões do setor de resíduos saltaram 79,4% entre 2010 e 2024, atingindo 34.371 tCO₂e, valor muito superior à mediana nacional (6.191 tCO₂e), no percentil 90 — um contraste que sugere que o aumento da coleta e destinação formal ainda gera emissões significativas, possivelmente por deficiências no tratamento final desses resíduos.

O maior desafio ambiental do município está nas emissões totais de GEE, que somaram 2.295.841 tCO₂e em 2024, com alta de 6,2% apenas no último ano e tendência de crescimento desde 2016, colocando Cristalina no percentil 96 nacional — entre os municípios mais emissores do Brasil. As emissões de energia lideram esse crescimento, com alta expressiva de 88,8% na década, refletindo a expansão da geração hidráulica local (102 MW em 2024, percentil 84) e da matriz energética municipal. Não há registros de eventos de cheia ou seca reportados (2016), mas a ausência de dados recentes limita a avaliação de riscos hidrológicos atuais. Em síntese, Cristalina avança em cobertura de resíduos e tratamento de esgoto, mas enfrenta desafios estruturais na coleta de esgoto, perdas de água e, sobretudo, no controle de emissões, que crescem de forma consistente e colocam o município entre os mais críticos do país nesse indicador.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

75.8%

2024

54
11.8% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

38.4%

2024

30
45.7% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

52.2%

2024

62
67.6% no período

ETEs no município

ANA Atlas Esgotos

1

2020

77
0.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

42.5%

2024

25
45.0% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

85.2%

2022

67
3.1% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

13.1%

2022

54
24.5% no período

Energia

Matriz energética

SIGA · 2024

106 MW

HidráulicaBiomassa

Potência hidráulica

ANEEL (SIGA)

102 MW

2024

84
93.4% no período

Fontes limpas (% matriz)

ANEEL (SIGA)

100.0%

2024

0.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

2.295.841 tCO₂e

2024

4
6.2% no período

Emissões de resíduos

SEEG

34.371 tCO₂e

2024

10
79.4% no período

Emissões de energia

SEEG

699.030 tCO₂e

2024

3
88.8% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.