CristinaMG
10.627 habitantes · IBGE 3120508
Resumo socioambiental
Cristina/MG apresenta infraestrutura de saneamento consistentemente acima da mediana nacional em cobertura de água e coleta de esgoto, mas com uma lacuna crítica no tratamento de esgoto. A cobertura de água atingiu 99,7% em 2022, muito superior à mediana nacional de 76,5% e ao valor de Minas Gerais (84,3%), posicionando o município no percentil 88. A coleta de esgoto chegou a 100,0% em 2021 (percentil 100, ante mediana nacional de 87,8%). Entretanto, o tratamento de esgoto é 0,0% desde pelo menos 2010, contrastando com a mediana nacional de 37,7% e o índice mineiro de 44,5% em 2022 — ou seja, todo o esgoto coletado é lançado sem tratamento, um risco relevante para corpos hídricos locais apesar da alta cobertura de coleta.
A perda de água na distribuição, embora tenha oscilado fortemente entre 2011 e 2015 (chegando a 46,1%), reduziu-se para 9,0% em 2022, valor muito favorável frente à mediana nacional (29,9%) e à média de Minas Gerais (35,0%), colocando o município no percentil 6 (melhores desempenhos). Já nos domicílios, a coleta de resíduos atingiu 81,6% em 2022 (percentil 59), com destinação inadequada caindo de 22,5% (2010) para 8,4% (2022), uma melhora expressiva, ainda que ligeiramente acima do índice estadual (7,4%).
No campo climático, as emissões totais de GEE caíram 40,9% entre 2010 e 2024, fechando em 93.017 tCO₂e, abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e). As emissões de resíduos, no entanto, mantiveram-se praticamente estáveis (+1,7% no período, 5.655 tCO₂e em 2024, próximas à mediana nacional de 6.191 tCO₂e), o que é coerente com a ausência de tratamento de esgoto e sugere que os ganhos de emissão vieram de outros setores, não do saneamento. As emissões de energia cresceram 20,1% no período, atingindo 11.327 tCO₂e em 2024, ainda inferiores à mediana nacional (18.929 tCO₂e).
Em síntese, Cristina destaca-se em cobertura de água e coleta de esgoto e resíduos, com perdas de água controladas e emissões totais em trajetória de queda. O principal ponto de atenção para gestores é a ausência total de tratamento de esgoto, que compromete o potencial ambiental da alta cobertura de coleta e mantém as emissões do setor de resíduos estagnadas, indicando a necessidade prioritária de investimento em estações de tratamento para converter o avanço na coleta em benefício ambiental efetivo.
Gerado em 10/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
89.5%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
89.5%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
0.0%
2024
Perda de água
SNIS/SINISA
8.3%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
81.6%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
8.4%
2022
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
4 MW
Potência hidráulica
ANEEL (SIGA)
4 MW
2024
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
93.017 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
5.655 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
11.327 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.
