CristinápolisSE

17.539 habitantes · IBGE 2801702

IA

Resumo socioambiental

Cristinápolis apresenta avanço expressivo no saneamento de água, com cobertura de 96,1% em 2022, superando a mediana nacional (76,5%) e o próprio estado de Sergipe (91,7%), posicionando o município no percentil 80 do país. Esse salto é notável frente aos 55,4% registrados em 2008, mas contrasta com um problema estrutural grave: a perda de água atingiu 58,3% em 2022, quase o dobro da mediana nacional (29,9%) e acima da média estadual (52,8%), colocando o município no percentil 91 — ou seja, entre os piores do país nesse quesito. Essa combinação sugere que a expansão da rede não foi acompanhada de investimentos proporcionais em manutenção e controle de perdas, o que compromete a eficiência do sistema e eleva custos operacionais.

Na gestão de resíduos sólidos, houve melhora consistente: o percentual de domicílios com coleta subiu de 58,6% (2010) para 81,7% (2022), superando a mediana nacional (76,9%), embora ainda abaixo da média estadual (87,0%). Já o destino inadequado de resíduos caiu de forma acentuada, de 41,4% para 17,4% no mesmo período — uma redução de 58% —, mas o indicador permanece pior que a mediana do Brasil (14,9%) e bem acima do padrão estadual (8,5%), indicando que parte da população ainda carece de destinação adequada.

O quadro de emissões de gases de efeito estufa é preocupante. As emissões totais saltaram para 160.075 tCO₂e em 2024, alta de 141,6% desde 2010 e acima da mediana nacional (138.513 tCO₂e). O crescimento mais acentuado ocorreu no setor de energia, que passou de 13.431 tCO₂e (2010) para 38.005 tCO₂e (2024) — alta de 183% —, superando também a mediana nacional (18.929 tCO₂e). As emissões de resíduos, embora de menor magnitude, cresceram de forma constante (+59,7% desde 2010, alcançando 8.673 tCO₂e em 2024), acima da mediana nacional (6.191 tCO₂e), o que reforça a necessidade de qualificar a destinação final dos resíduos para conter esse componente das emissões municipais.

Quanto a eventos hidrológicos extremos, os dados de 2016 registram ausência de cheias e apenas 1 registro de seca, ambos abaixo dos parâmetros estaduais (22 e 240, respectivamente), embora a defasagem temporal dessa série limite conclusões sobre a situação atual. Em síntese, Cristinápolis avançou significativamente na universalização do acesso à água e na coleta de resíduos, mas enfrenta desafios crescentes de eficiência hídrica e de controle de emissões, especialmente energéticas, que demandam atenção prioritária da gestão municipal.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

99.3%

2024

94
51.2% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

60.1%

2024

10
12.4% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

81.7%

2022

59
39.6% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

17.4%

2022

45
58.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

160.075 tCO₂e

2024

46
141.6% no período

Emissões de resíduos

SEEG

8.673 tCO₂e

2024

38
59.7% no período

Emissões de energia

SEEG

38.005 tCO₂e

2024

36
183.0% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

1

2016

41
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.