CrixásGO
17.445 habitantes · IBGE 5206404
Resumo socioambiental
Crixás apresenta quadro socioambiental misto, com avanços no saneamento básico mas desempenho preocupante em emissões de gases de efeito estufa. A cobertura de água atingiu 79,9% em 2022, crescimento de 16,4% desde 2008, superando a mediana nacional (76,5%) e ficando próxima do percentil 55, embora ainda distante da média estadual de Goiás (89,1%). A perda de água na distribuição, indicador em que menor é melhor, caiu para 19,7% em 2022 (-42,7% no período), valor inferior tanto à mediana nacional (29,9%) quanto à média estadual (27,8%), indicando ganhos reais de eficiência operacional do sistema.
O saneamento de esgoto, contudo, revela fragilidade: 21,1% dos domicílios ainda têm destino inadequado de dejetos em 2022, bem acima da mediana nacional (14,9%) e muito superior à média de Goiás (5,5%), posicionando o município no percentil 62 (pior que a maioria). A coleta domiciliar de resíduos, em 76,8%, está no patamar mediano nacional, mas distante dos 89,7% do estado. Essa lacuna em esgotamento sanitário guarda relação direta com o aumento de 20,8% nas emissões de resíduos (9.281 tCO₂e em 2024), que superam a mediana nacional (5.787 tCO₂e) e colocam o município no percentil 65 — sinal de que a gestão de resíduos e efluentes ainda gera passivo ambiental crescente.
O dado mais crítico é o de emissões totais de GEE: 1.432.354 tCO₂e em 2024, com queda de 13,7% frente a 2010, mas ainda extraordinariamente elevado para o porte do município, situando-o no percentil 93 nacional — muito acima da mediana do país (138.513 tCO₂e). As emissões de energia também dispararam, com alta de 64,1% no período (65.788 tCO₂e em 2024), superando a mediana nacional e atingindo o percentil 75, tendência que merece monitoramento, pois contraria a trajetória de queda das emissões totais.
Em recursos hídricos, não há registros de cheias ou secas em 2016, e o índice de segurança hídrica de Crixás (3,000 projetado para 2035) fica abaixo da mediana nacional (4,000) e da média estadual (3,874), sugerindo necessidade de atenção preventiva. Em síntese, o município evoluiu em cobertura e eficiência do abastecimento de água, mas precisa priorizar investimentos em esgotamento sanitário e mitigação de emissões, especialmente as ligadas a energia e resíduos, para reverter posições desfavoráveis frente ao cenário nacional.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
78.8%
2024
Perda de água
SNIS/SINISA
18.6%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
76.8%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
21.1%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
1.432.354 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
9.281 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
65.788 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
