Cruz MachadoPR
15.910 habitantes · IBGE 4106803
Resumo socioambiental
Cruz Machado/PR apresenta déficit estrutural grave em saneamento básico, muito abaixo dos padrões nacionais e estaduais. A cobertura de água atingiu 45,1% em 2022, com crescimento acumulado de 54,3% desde 2008, mas ainda distante da mediana nacional (76,5%) e do Paraná (96,1%), posicionando o município no percentil 16. A situação do esgotamento sanitário é ainda mais crítica: a coleta estagnou em 10,0% (2021, percentil 6 nacional) e o tratamento alcançou apenas 6,8% (2022, percentil 31), com apenas 1 ETE em operação — igual à mediana nacional, porém irrisória frente às 279 unidades do Paraná. Coerentemente, o percentual de domicílios com destino inadequado de resíduos permanece elevadíssimo, em 47,1% (2022), mais de três vezes a mediana nacional (14,9%) e muito acima do índice estadual (5,6%), colocando o município no percentil 91 — um dos piores do país nesse quesito.
O quadro é agravado pela perda de água na distribuição, que subiu para 41,4% em 2022 (variação de +27,5% desde 2008), superando tanto a mediana nacional (29,9%) quanto a média do Paraná (29,6%). Essa ineficiência operacional, somada à baixíssima cobertura de coleta e tratamento de esgoto, sugere fragilidade de gestão e investimento na infraestrutura de saneamento, com reflexos diretos na qualidade ambiental e na saúde pública local.
Do ponto de vista climático, o município apresenta um padrão atípico: as emissões totais de GEE tornaram-se negativas em 2024 (-145.920 tCO₂e), indicando que a remoção de carbono (provavelmente por uso do solo e florestas) superou as emissões brutas — um resultado positivo raro no cenário nacional (percentil 2, ou seja, entre as menores emissões líquidas do país). Entretanto, as emissões por resíduos cresceram 10,7% desde 2010, atingindo 10.118 tCO₂e em 2024, acima da mediana nacional (6.191 tCO₂e), o que reforça a relação entre a baixa cobertura de coleta/tratamento de esgoto e a geração de gases de efeito estufa por manejo inadequado de resíduos. As emissões de energia também cresceram 70,1% no período, chegando a 20.055 tCO₂e (2024), próximas da mediana nacional.
Em síntese, Cruz Machado combina resultado climático líquido favorável — provavelmente vinculado à cobertura florestal — com deficiências acentuadas em saneamento básico, especialmente esgotamento sanitário e destinação de resíduos, indicando a necessidade prioritária de investimentos em infraestrutura urbana para reduzir riscos sanitários e ambientais à população.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
37.7%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
3.5%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
7.6%
2024
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
1
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
35.1%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
45.3%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
47.1%
2022
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
470 kW
Potência hidráulica
ANEEL (SIGA)
470 kW
2024
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
-145.920 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
10.118 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
20.055 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
2
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
