CruzaltenseRS

1.655 habitantes · IBGE 4306130

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Resumo socioambiental

Cruzaltense/RS apresenta quadro crítico de saneamento básico, muito abaixo dos padrões nacionais e estaduais. A cobertura de água atingiu apenas 29,6% em 2024, frente a uma mediana nacional de 73,2% e UF de 86,2% (percentil 6), após um pico atípico de 100% em 2023 seguido de forte queda — o que sugere problema de consistência ou mudança metodológica no reporte, e merece verificação. Mais grave é a situação de esgotamento sanitário: a coleta caiu para 0,1% em 2023 (ante 46,1% em 2021), e o tratamento de esgoto é 0,0% em toda a série histórica (2010–2023), enquanto a mediana nacional é de 33,3%. Essa ausência total de tratamento indica que todo o esgoto coletado é lançado sem qualquer despoluição, com impacto direto na qualidade dos corpos hídricos locais.

Os dados do Censo IBGE reforçam esse cenário: a proporção de domicílios com destino inadequado de dejetos saltou de 49,9% (2010) para 62,2% (2022), colocando o município no percentil 98 nacional — ou seja, entre os piores do país nesse quesito, contra uma mediana de apenas 14,9% e UF de 4,5%. Coerentemente, a coleta domiciliar de resíduos caiu de 50,1% para 37,8% no mesmo período, também muito aquém da mediana nacional (76,9%) e da UF (82,7%, percentil 7). A perda de água na distribuição, embora tenha recuado de picos históricos (79,3% em 2019) para 27,5% em 2024, ainda se aproxima da mediana nacional (29,1%), evidenciando ineficiência operacional persistente na rede.

Em relação às emissões de GEE, o município tem desempenho relativamente favorável frente ao país: 43.042 tCO₂e em 2024, bem abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e, percentil 18), com queda de 30,6% frente ao pico de 2019. Contudo, as emissões de resíduos cresceram 69,3% desde 2010, chegando a 1.401 tCO₂e em 2024 — tendência que dialoga diretamente com a precariedade do saneamento e da destinação de dejetos observada acima. As emissões de energia tiveram salto expressivo (+397,5% desde 2010), atingindo 2.254 tCO₂e, ainda que em patamar baixo comparado à mediana nacional (18.929 tCO₂e).

Em síntese, Cruzaltense enfrenta um déficit estrutural grave em saneamento básico, com ausência total de tratamento de esgoto e piora na destinação adequada de resíduos ao longo da última década, exigindo investimentos prioritários em infraestrutura sanitária. Por outro lado, o município mantém emissões de GEE relativamente baixas no contexto nacional, embora as tendências de crescimento em resíduos e energia sinalizem necessidade de monitoramento contínuo para evitar reversão desse quadro favorável.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

29.6%

2024

6
29.4% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

0.1%

2023

99.8% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

0.0%

2023

Perda de água

SNIS/SINISA

27.5%

2024

54
92.4% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

37.8%

2022

7
24.5% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

62.2%

2022

2
24.5% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

43.042 tCO₂e

2024

82
30.6% no período

Emissões de resíduos

SEEG

1.401 tCO₂e

2024

95
69.3% no período

Emissões de energia

SEEG

2.254 tCO₂e

2024

92
397.5% no período

Registros de cheia

ANA

2

2016

13
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

5

2016

24
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.