Cruzeiro do IguaçuPR
4.171 habitantes · IBGE 4106571
Resumo socioambiental
Cruzeiro do Iguaçu/PR apresenta um quadro socioambiental misto, com avanços expressivos em emissões de gases de efeito estufa e retrocesso recente no saneamento de água. A cobertura de água atingiu 78,5% em 2024, acima da mediana nacional (73,2%) mas abaixo da média estadual (89,5%); chama atenção a queda brusca frente aos 100% registrados em 2022, sugerindo possível descontinuidade na série ou problema pontual de operação que merece verificação junto ao prestador local. A perda de água, de 28,8% em 2024, está praticamente equivalente à média do Paraná (29,0%) e à mediana nacional (29,1%), indicando ineficiência similar à observada no restante do país, mas com tendência de piora nos últimos dois anos após mínima de 22,6% em 2021.
No eixo de resíduos sólidos, o município mostra progresso significativo: o destino inadequado de domicílios caiu de 32,8% (2010) para 11,8% (2022), redução de 63,9%, ficando abaixo da mediana nacional (14,9%), embora ainda distante do patamar estadual (5,6%). Essa melhoria é coerente com a forte queda nas emissões de resíduos, que passaram de 7.219 tCO₂e (2017) para 2.163 tCO₂e em 2024, colocando o município no percentil 14 nacional — ou seja, entre os que menos emitem nessa categoria. Por outro lado, a coleta de lixo cobre apenas 69,8% dos domicílios (2022), abaixo da mediana nacional (76,9%) e do patamar estadual (90,0%), indicando que parte da melhoria no destino final pode estar associada a soluções domiciliares alternativas, não necessariamente a expansão da coleta pública.
As emissões totais de GEE caíram de 92.441 tCO₂e (2021) para 41.076 tCO₂e em 2024, redução de 50,1%, situando o município no percentil 16 nacional — bem abaixo da mediana (138.513 tCO₂e). Essa queda é puxada principalmente pela redução nas emissões de resíduos, já que as emissões de energia cresceram 13,7% no período, atingindo 5.872 tCO₂e, ainda assim bem abaixo da mediana nacional (18.929 tCO₂e). A potência hidráulica instalada de 33 MW (2024) coloca o município no percentil 72 nacional, refletindo relevante presença de geração hidrelétrica no território, o que pode explicar parte da pressão sobre recursos hídricos locais, ainda que os registros de eventos de seca (2 ocorrências em 2016) sejam pontuais na série disponível.
Em síntese, o município evoluiu positivamente na redução de emissões e na destinação de resíduos, mas enfrenta desafios de continuidade e eficiência no abastecimento de água, além de cobertura de coleta de lixo abaixo do padrão nacional — pontos que devem orientar prioridades de investimento em saneamento básico.
Gerado em 10/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
78.5%
2024
Perda de água
SNIS/SINISA
28.8%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
69.8%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
11.8%
2022
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
33 MW
Potência hidráulica
ANEEL (SIGA)
33 MW
2024
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
41.076 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
2.163 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
5.872 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
2
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.
