CruzeiroSP

76.513 habitantes · IBGE 3513405

IA

Resumo socioambiental

Cruzeiro/SP apresenta infraestrutura de saneamento básico consolidada em cobertura, mas com fragilidade importante no tratamento de esgoto. A cobertura de água atingiu 100,0% em 2022, acima da mediana nacional (76,5%) e da própria média estadual (95,2%), colocando o município no percentil 100 do país. A coleta de esgoto também está em 100,0% (2021), superando a mediana brasileira (87,8%) e a UF (94,6%). Entretanto, o tratamento de esgoto é de apenas 6,8% em 2022 — bem abaixo da mediana nacional (37,7%) e da média paulista (69,6%), posicionando o município no percentil 31. Essa lacuna entre coleta e tratamento indica que o esgoto é captado, mas majoritariamente lançado sem tratamento adequado, o que representa um passivo ambiental relevante mesmo com boa cobertura formal.

A perda de água na distribuição é outro ponto crítico: 60,6% em 2022, com queda de 13,2% frente aos anos anteriores, mas ainda muito acima da mediana nacional (29,9%) e da UF (32,1%), situando Cruzeiro no percentil 93 — entre os piores do país nesse indicador. Isso sugere ineficiência operacional significativa no sistema de abastecimento, com desperdício de um recurso que, paradoxalmente, tem cobertura universal.

Na gestão de resíduos sólidos, os indicadores domiciliares são positivos: 96,3% de domicílios com coleta (2022) e apenas 0,5% com destino inadequado, ambos superiores às médias nacional e estadual. Contudo, o município registra apenas 1 unidade de destinação (2012), no limite da mediana nacional, e as emissões de resíduos em GEE mantêm-se praticamente estáveis em 39.725 tCO₂e (2024, +0,2%), no percentil 92 nacional — um dos mais altos do país, sugerindo concentração de emissões relacionadas a disposição final, possivelmente em aterro sem captura de gás.

Quanto às emissões totais de GEE, houve redução expressiva de 23,2% entre 2010 e 2024, chegando a 217.952 tCO₂e, puxada principalmente pela queda nas emissões de energia (-26,1%, para 166.746 tCO₂e). Ainda assim, o município permanece no percentil 62 nacional, acima da mediana (138.513 tCO₂e). Não há registros de cheias ou secas reportados em 2016, mas a ausência de dados recentes limita a avaliação de riscos hidroclimáticos atuais. Em síntese, Cruzeiro combina boa universalização formal de saneamento com deficiências estruturais de eficiência (perdas de água) e de qualidade ambiental do esgoto (baixo tratamento), que devem ser prioridades para investimentos futuros.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

100.0%

2024

100
2.6% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

97.6%

2024

94
1.7% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

74.0%

2024

80

Perda de água

SNIS/SINISA

62.2%

2024

9
2.5% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

96.3%

2022

94
2.5% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

0.5%

2022

97
62.3% no período

Unidades de destinação

IBAMA (CTF-APP)

1

2012

0.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

217.952 tCO₂e

2024

38
23.2% no período

Emissões de resíduos

SEEG

39.725 tCO₂e

2024

8
0.2% no período

Emissões de energia

SEEG

166.746 tCO₂e

2024

12
26.1% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.