CuiabáMT
682.932 habitantes · IBGE 5103403
Resumo socioambiental
Cuiabá/MT apresenta situação sólida em saneamento de água, com cobertura de 100,0% em 2022, acima da mediana nacional (76,5%) e do estado (87,2%), posicionando o município no percentil 100. O esgotamento sanitário avançou de forma expressiva na última década: a coleta saltou de 40,5% (2007) para 77,9% em 2021 (variação de +92,6%), e o tratamento passou de 13,8% para 49,6% em 2022, superando tanto a mediana nacional (37,7%) quanto a mata mato-grossense (42,5%). Esse avanço é consistente com a presença de 56 ETEs em 2020, muito acima da mediana nacional (1 unidade), colocando Cuiabá no percentil 100 nesse quesito. Por outro lado, a perda de água na distribuição é um ponto crítico: 59,0% em 2022, quase o dobro da média estadual (40,5%) e muito acima da mediana nacional (29,9%), indicando ineficiência operacional que compromete os ganhos obtidos na cobertura.
Na gestão de resíduos sólidos, os indicadores domiciliares são favoráveis: 93,9% dos domicílios têm coleta (2022) e apenas 2,3% têm destino inadequado, bem abaixo da mediana nacional (14,9%) e da média estadual (11,2%). Contudo, essa boa cobertura de coleta não se traduz em baixas emissões do setor: as emissões de resíduos atingiram 346.504 tCO₂e em 2024, com crescimento constante desde 2010 (+50,5% no período), situando o município no percentil 99 nacional — um dado que sugere predominância de disposição em aterros sem captura de metano, mesmo com poucas unidades de destinação licenciadas (3 unidades em 2025).
O perfil de emissões totais de GEE é o traço mais preocupante do dossiê: 4.972.665 tCO₂e em 2024, mais que o dobro do registrado em 2010, com oscilações relacionadas principalmente ao setor energético, que também cresceu 25,6% na década. A matriz elétrica local permanece fortemente dependente de fontes fósseis, com 529 MW de potência térmica instalada — muito acima da mediana nacional (8 MW) — enquanto a capacidade solar, apesar de crescer 215,3% desde 2021, ainda é modesta (2 MW) e a potência hídrica é baixa (1 MW, percentil 22).
Em síntese, Cuiabá evoluiu significativamente em saneamento básico, especialmente em tratamento de esgoto e cobertura de água, mas enfrenta desafios estruturais em eficiência hídrica (perdas elevadas), gestão de resíduos com impacto climático crescente e uma matriz energética ainda pouco diversificada, com forte dependência térmica fóssil. A combinação de infraestrutura de saneamento relativamente robusta com indicadores de emissões nos percentis mais altos do país sinaliza a necessidade de políticas integradas de eficiência hídrica, captura de metano em resíduos e transição energética para consolidar os ganhos ambientais já obtidos.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
98.3%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
84.3%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
48.2%
2024
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
56
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
53.3%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
93.9%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
2.3%
2022
Unidades de destinação
IBAMA (CTF-APP)
3
2025
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
545 MW
Potência solar
ANEEL (SIGA)
2 MW
2024
Potência hidráulica
ANEEL (SIGA)
1 MW
2024
Potência térmica (fóssil)
ANEEL (SIGA)
529 MW
2024
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
3.0%
2024
Usinas solares (legado)
ANEEL (SIGA)
2 MW
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
4.972.665 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
346.504 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
1.777.227 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
