CuitéPB

20.205 habitantes · IBGE 2505105

IA

Resumo socioambiental

Cuité/PB apresenta quadro crítico no saneamento básico. A cobertura de água caiu para 24,5% em 2024, uma queda de 65% em relação à década anterior, posicionando o município no percentil 4 nacional — muito abaixo da mediana do Brasil (73,2%) e da Paraíba (59,5%). Chama atenção a série histórica: entre 2016 e 2023 o indicador zerou, sugerindo interrupção ou falha no reporte ao SNIS/SINISA, com retomada parcial apenas em 2024. Paralelamente, a perda de água saltou para 45,9% (2024), alta de 94,6% frente aos níveis baixos registrados entre 2013 e 2015, superando tanto a mediana nacional (29,1%) quanto a média estadual (41,7%), o que indica ineficiência operacional relevante na rede de abastecimento.

O esgotamento sanitário também demanda atenção. Embora a coleta domiciliar tenha avançado para 72,8% em 2022 (+5,7% desde 2010), o município ainda fica abaixo da mediana nacional (76,9%) e estadual (79,6%), no percentil 43. Mais preocupante é o destino inadequado de resíduos, ainda em 26,5% dos domicílios — quase o dobro da mediana do país (14,9%) e da UF (15,4%), posicionando Cuité no percentil 69 (pior que a maioria dos municípios brasileiros). Essa fragilidade na gestão de resíduos e esgoto se reflete nas emissões de resíduos por decomposição, que cresceram de forma constante e atingiram 9.697 tCO₂e em 2024, acima da mediana nacional (6.191 tCO₂e).

No balanço geral de gases de efeito estufa, as emissões totais dispararam para 258.617 tCO₂e em 2024, um salto de 453,7% em relação a 2010 e bem acima da mediana nacional (138.513 tCO₂e), colocando o município no percentil 66. O aumento abrupto entre 2023 e 2024 (de 72.096 para 258.617 tCO₂e) sugere um evento pontual, possivelmente ligado a mudança de uso da terra ou queimadas, e merece investigação específica, já que as emissões de energia (14.139 tCO₂e) mantêm-se abaixo da mediana nacional e crescem em ritmo mais moderado.

Quanto a eventos hidrológicos extremos, não há registros de cheias em 2016, mas a seca observada foi de 21 registros no mesmo ano — valor pontual, mas que ocorre num contexto estadual de forte estresse hídrico (mediana da Paraíba de 2.866 registros, percentil 99 do município). Em conjunto, os indicadores apontam para um município com infraestrutura de saneamento defasada, perdas hídricas elevadas e pressão ambiental crescente, exigindo investimento prioritário em modernização da rede de água e em destinação adequada de resíduos sólidos, além de esclarecimento sobre a origem do pico recente de emissões.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

24.5%

2024

4
65.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

45.9%

2024

21
94.6% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

72.8%

2022

43
5.7% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

26.5%

2022

31
15.1% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

258.617 tCO₂e

2024

34
453.7% no período

Emissões de resíduos

SEEG

9.697 tCO₂e

2024

35
21.6% no período

Emissões de energia

SEEG

14.139 tCO₂e

2024

56
41.5% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

21

2016

1
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.