CumaruPE

16.252 habitantes · IBGE 2604908

IA

Resumo socioambiental

Cumaru/PE apresenta um quadro de saneamento básico frágil e com sinais de deterioração recente. A cobertura de água atingiu 47,5% em 2022, valor bem abaixo da mediana nacional (76,5%) e do estado de Pernambuco (86,7%), posicionando o município no percentil 18 — entre os piores do país. Chama atenção que, após uma trajetória de crescimento sustentado entre 2013 e 2021 (chegando a 78,5%), houve uma queda abrupta em 2022, sugerindo possível problema operacional, de medição ou interrupção de serviço que merece investigação local. Essa reversão é ainda mais preocupante quando associada à perda de água na distribuição, que saltou para 56,4% em 2022, quase o dobro da mediana nacional (29,9%) e superior à média estadual (43,5%), colocando o município no percentil 90 (entre os piores do Brasil nesse quesito).

No manejo de resíduos sólidos, a coleta domiciliar alcançou 63,6% dos domicílios em 2022, também abaixo da mediana nacional e estadual (ambas próximas de 77%). Coerentemente, o destino inadequado de resíduos ainda atinge 34,3% dos domicílios — mais que o dobro da mediana brasileira (14,9%) e da UF (14,8%), embora represente uma melhora expressiva frente aos 53,3% registrados em 2010. Essa lacuna na coleta ajuda a explicar por que as emissões de resíduos vêm em leve trajetória de alta, atingindo 6.923 tCO₂e em 2024, acima da mediana nacional (6.191 tCO₂e), indicando que o avanço na cobertura de coleta não tem sido suficiente para conter o crescimento das emissões do setor.

Do ponto de vista climático, o balanço geral é mais favorável: as emissões totais de GEE somaram 42.582 tCO₂e em 2024, com queda de 31,3% desde 2010, e o município permanece no percentil 18 nacional (abaixo da mediana de 138.513 tCO₂e), refletindo o pequeno porte populacional e econômico. As emissões de energia também recuaram 30,8% no período, ficando abaixo da mediana nacional. A infraestrutura de geração hidráulica é inexpressiva (1 MW, estável desde 2010), sem relevância para a matriz local. Quanto a eventos hidrológicos extremos, os dados de 2016 registram baixa incidência de cheias (1 registro, percentil 76) e de seca (14 registros, percentil 93 frente à UF), mas a ausência de atualizações recentes limita a análise de tendência.

Em síntese, o principal desafio de Cumaru está na gestão da infraestrutura de água — especialmente as perdas elevadas e a queda abrupta de cobertura em 2022 — e na ampliação da coleta e destinação adequada de resíduos, áreas em que o município está consistentemente abaixo dos parâmetros nacionais e estaduais. O desempenho ambiental em emissões de GEE é comparativamente positivo, mas o crescimento das emissões de resíduos sinaliza a necessidade de investimento articulado entre saneamento e gestão de resíduos para reverter essa tendência.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

41.7%

2024

14
39.9% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

58.7%

2024

11
26.3% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

63.6%

2022

30
36.3% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

34.3%

2022

21
35.7% no período

Energia

Matriz energética

SIGA · 2024

1 MW

Hidráulica

Potência hidráulica

ANEEL (SIGA)

1 MW

2024

21
0.0% no período

Fontes limpas (% matriz)

ANEEL (SIGA)

100.0%

2024

0.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

42.582 tCO₂e

2024

82
31.3% no período

Emissões de resíduos

SEEG

6.923 tCO₂e

2024

46
4.3% no período

Emissões de energia

SEEG

7.632 tCO₂e

2024

70
30.8% no período

Registros de cheia

ANA

1

2016

24
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

14

2016

7
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.