Cunha PorãSC

11.208 habitantes · IBGE 4204707

IA

Resumo socioambiental

Cunha Porã apresenta um quadro socioambiental misto, com avanços pontuais em saneamento e emissões, mas ainda distante da média nacional em diversos indicadores estruturais. A cobertura de água atingiu 73,7% em 2022, crescimento expressivo de +30,6% desde 2008, mas segue abaixo da mediana nacional (76,5%) e bem aquém do patamar catarinense (90,1%), posicionando o município no percentil 47. Mais preocupante é a perda de água na distribuição, que chegou a 49,5% em 2022 — quase o dobro da mediana nacional (29,9%) e da própria Santa Catarina (34,6%), colocando o município no percentil 84, ou seja, entre os piores do país nesse quesito. Essa combinação sugere investimentos voltados à ampliação da rede, porém com deficiências relevantes de manutenção e controle de perdas operacionais.

No saneamento de resíduos, o quadro é ambíguo: a coleta domiciliar caiu de 68,9% (2010) para 65,5% (2022), abaixo da mediana nacional (76,9%) e distante da UF (89,7%), enquanto o destino inadequado de dejetos, apesar de ter recuado de 31,1% para 16,8% no mesmo período, ainda supera a mediana nacional (14,9%) e principalmente o patamar de Santa Catarina (3,2%). Essa lacuna em saneamento básico dialoga com o aumento de +47,4% nas emissões de resíduos (SEEG), que somaram 9.840 tCO₂e em 2024, acima da mediana nacional (6.191 tCO₂e) e no percentil 66, indicando que a gestão de resíduos sólidos e líquidos ainda representa um ponto crítico de pressão ambiental no município.

Por outro lado, as emissões totais de GEE recuaram significativamente, de 219 mil tCO₂e (2010) para 142.810 tCO₂e em 2024 (-34,8%), aproximando-se da mediana nacional (138.513 tCO₂e, percentil 51). As emissões de energia também caíram 21% no período, para 44.320 tCO₂e, embora ainda estejam acima da mediana nacional (18.929 tCO₂e). Os registros de eventos climáticos extremos, como cheias (1 registro) e seca (5 registros) em 2016, situam o município nos percentis 76 em ambos os casos, sinalizando exposição relevante a riscos hidroclimáticos que reforçam a importância de qualificar a infraestrutura hídrica e de saneamento já fragilizada.

Em síntese, Cunha Porã evoluiu na redução de emissões totais e no combate ao destino inadequado de resíduos, mas enfrenta desafios estruturais em perdas de água, cobertura de coleta domiciliar e emissões do setor de resíduos — todos aquém do desempenho médio nacional e catarinense, exigindo atenção prioritária da gestão pública local.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

64.4%

2024

38
0.1% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

47.8%

2024

19
10.1% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

65.5%

2022

33
4.8% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

16.8%

2022

46
46.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

142.810 tCO₂e

2024

49
34.8% no período

Emissões de resíduos

SEEG

9.840 tCO₂e

2024

34
47.4% no período

Emissões de energia

SEEG

44.320 tCO₂e

2024

33
21.0% no período

Registros de cheia

ANA

1

2016

24
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

5

2016

24
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.