CunhaSP

22.456 habitantes · IBGE 3513603

IA

Resumo socioambiental

Cunha/SP apresenta déficits estruturais expressivos em saneamento básico, com indicadores muito abaixo dos padrões estaduais e nacionais. A cobertura de água atinge apenas 55,7% (2022), praticamente estagnada desde 2017 e situada no percentil 25 nacional, distante da mediana do país (76,5%) e muito aquém da média paulista (95,2%). A coleta de esgoto está em 52,4% (2021), com leve retração de -1,0% na série, também no percentil 27 nacional. Mais crítico é o tratamento de esgoto, de apenas 21,4% (2022) — praticamente a metade da mediana nacional (37,7%) e um terço do índice paulista (69,6%) —, evidenciando que grande parte do esgoto coletado não recebe tratamento adequado antes do descarte, com apenas 1 ETE registrada no município (2020).

Chama atenção a queda nos domicílios com coleta de resíduos, de 66,1% (2010) para 57,2% (2022), movimento na contramão do esperado e que resultou em piora relativa: o percentil nacional caiu para 22. Ainda assim, o percentual de destino inadequado de resíduos recuou de 33,9% para 20,7% no mesmo período, indicando alguma melhoria absoluta, embora o valor permaneça acima da mediana nacional (14,9%) e muito distante do desempenho paulista (1,0%). A perda de água, por outro lado, é o ponto mais positivo do dossiê: caiu de 16,7% (2008) para 0,0% (2020-2022), colocando o município no percentil 1 nacional (quanto menor, melhor), sugerindo eficiência operacional no sistema de distribuição, ainda que a baixa cobertura relativize esse ganho.

No eixo climático, as emissões totais de GEE somaram 248.569 tCO₂e em 2024, com queda de 19,3% frente ao início da série, mas ainda no percentil 66 nacional — acima da mediana do país (138.513 tCO₂e). As emissões de energia cresceram 68,8% no período, alcançando 39.368 tCO₂e em 2024, tendência de alta consistente desde 2016 que merece monitoramento. As emissões de resíduos, por sua vez, cresceram 7,2%, para 16.563 tCO₂e, no percentil 80 nacional — o que guarda coerência com a baixa cobertura de tratamento de esgoto e a oscilação na coleta domiciliar, indicando que a gestão de resíduos e efluentes segue como vetor relevante de emissões locais. Não há registros de eventos de cheia ou seca reportados para o município em 2016.

Em síntese, Cunha combina uma rede de abastecimento com baixas perdas físicas, mas cobertura insuficiente de água e esgoto, tratamento de efluentes muito aquém do necessário e uma trajetória preocupante de aumento das emissões de energia. A priorização de investimentos em ampliação de tratamento de esgoto e em coleta de resíduos domiciliares tende a gerar ganhos simultâneos em saúde pública e redução de emissões, dado o vínculo direto entre esses indicadores.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

59.0%

2024

30
6.1% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

59.0%

2024

49
11.5% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

0.0%

2024

24
100.0% no período

ETEs no município

ANA Atlas Esgotos

1

2020

77
0.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

18.5%

2024

79
181.2% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

57.2%

2022

22
13.5% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

20.7%

2022

39
39.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

248.569 tCO₂e

2024

34
19.3% no período

Emissões de resíduos

SEEG

16.563 tCO₂e

2024

20
7.2% no período

Emissões de energia

SEEG

39.368 tCO₂e

2024

35
68.8% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.