CuraçáBA

36.021 habitantes · IBGE 2909901

IA

Resumo socioambiental

Curaçá/BA apresenta em 2024 um quadro de saneamento básico frágil e em deterioração recente. A cobertura de água atingiu 79,5%, acima da mediana nacional (73,2%) e próxima da UF (83,0%, percentil 59), mas ainda 11,6% abaixo do patamar observado em 2010. A coleta de esgoto, por sua vez, é o ponto mais crítico: apenas 32,5% dos domicílios são atendidos, um recuo de 67,5% frente ao início da série histórica (quando havia cobertura praticamente universal), posicionando o município no percentil 25 nacional. O tratamento de esgoto acompanha essa queda acentuada, caindo para 19,9% em 2024 — resultado abaixo da mediana nacional (33,3%) e da UF (39,2%) —, embora o município conte com apenas 1 ETE registrada (dado de 2020), no nível mediano do país.

A perda de água na distribuição, indicador em que valores maiores são piores, ficou em 29,9% em 2024, muito próxima da mediana nacional (29,1%) e abaixo da UF (34,5%), mas representa alta de 59,1% em relação a 2010, sinalizando ineficiência crescente na rede mesmo com a recuperação recente da cobertura de água. Essa combinação — queda abrupta de esgotamento sanitário e aumento de perdas hídricas — sugere problemas de gestão operacional e de investimento em infraestrutura, especialmente entre 2022 e 2024, período de maior deterioração dos indicadores.

No eixo de resíduos sólidos, a situação também é preocupante: apenas 56,8% dos domicílios têm coleta de lixo (Censo 2022), bem abaixo da mediana nacional (76,9%) e da UF (69,0%), enquanto 40,2% dos domicílios têm destino inadequado de resíduos — quase o triplo da mediana nacional (14,9%) e da UF (17,1%), colocando o município no percentil 86 (pior extremo). Essa deficiência na gestão de resíduos se reflete diretamente nas emissões: as emissões de resíduos somaram 15.958 tCO₂e em 2024, mais que o dobro da mediana nacional (6.191 tCO₂e), com alta de 46% desde 2010.

O panorama de emissões totais reforça a tendência de piora ambiental do município: as emissões de GEE atingiram 679.583 tCO₂e em 2024, mais que o dobro em relação a 2010 (+115,9%), situando Curaçá no percentil 85 nacional. As emissões de energia cresceram ainda mais intensamente (+157%, para 45.926 tCO₂e), indicando expansão do consumo energético sem contrapartida em eficiência ou infraestrutura sanitária. Some-se a isso o histórico de eventos climáticos extremos registrados em 2016 (1 cheia e 11 registros de seca, ambos acima da mediana nacional), que evidenciam a vulnerabilidade climática do município. Em conjunto, os dados apontam para a necessidade urgente de investimentos em saneamento e gestão de resíduos, que hoje representam os maiores gargalos socioambientais de Curaçá.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

79.5%

2024

59
11.6% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

32.5%

2024

25
67.5% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

19.9%

2024

41
64.0% no período

ETEs no município

ANA Atlas Esgotos

1

2020

77
0.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

29.9%

2024

48
59.1% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

56.8%

2022

22
29.1% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

40.2%

2022

14
28.2% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

679.583 tCO₂e

2024

15
115.9% no período

Emissões de resíduos

SEEG

15.958 tCO₂e

2024

21
46.0% no período

Emissões de energia

SEEG

45.926 tCO₂e

2024

32
157.0% no período

Registros de cheia

ANA

1

2016

24
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

11

2016

12
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.