CuritibanosSC

41.512 habitantes · IBGE 4204806

IA

Resumo socioambiental

Curitibanos apresenta um quadro de saneamento marcado por forte contraste entre abastecimento de água e esgotamento sanitário. A cobertura de água atingiu 100,0% em 2022, com evolução consistente desde 2008 (84,1%) e desempenho muito superior à mediana nacional (76,5%) e à média de Santa Catarina (90,1%), colocando o município no percentil 100. Já a coleta de esgoto está em apenas 20,6% (2021), bem abaixo da mediana nacional (87,8%) e da UF (43,6%), posicionando o município no percentil 12 — um dos indicadores mais críticos do dossiê. O tratamento de esgoto, por sua vez, avançou de 0% (2021) para 19,2% em 2022, ainda inferior à mediana nacional (37,7%) e à UF (39,7%), refletindo uma rede de coleta limitada que restringe o volume tratável, mesmo havendo 1 ETE instalada, compatível com a mediana nacional (1 unidade).

A perda de água na distribuição, embora tenha recuado 28,7% desde 2008, ainda é de 38,0% em 2022, superior à mediana nacional (29,9%) e à média estadual (34,6%), indicando ineficiência operacional que compromete os ganhos obtidos na universalização do abastecimento. Em contrapartida, os indicadores de resíduos sólidos domiciliares são favoráveis: 92,5% dos domicílios têm coleta (percentil 83) e o destino inadequado caiu de 7,2% (2010) para 1,9% (2022), bem abaixo da mediana nacional (14,9%). Esse avanço na gestão de resíduos, contudo, não impediu o crescimento das emissões de GEE do setor: as emissões de resíduos subiram 42,2% entre 2010 e 2024, atingindo 15.869 tCO₂e, acima da mediana nacional (6.191 tCO₂e) e no percentil 79 — sugerindo que a destinação adequada não tem sido acompanhada de mitigação de emissões, possivelmente por disposição em aterros sem captura de metano.

No cômputo geral de emissões, Curitibanos registrou 302.090 tCO₂e em 2024, queda de 18% frente a 2010, mas ainda no percentil 70 nacional. O setor energético é o principal vetor de crescimento, com aumento de 29,8% no período e 118.258 tCO₂e em 2024 (percentil 84), coerente com a expansão da potência hidráulica instalada, que cresceu quase 18 vezes desde 2010, chegando a 92 MW. A potência de biomassa manteve-se estável em 14 MW, acima da mediana nacional (5 MW).

Em síntese, o município exibe excelência em abastecimento de água e gestão de resíduos domiciliares, mas enfrenta déficit estrutural grave em coleta e tratamento de esgoto, o que exige investimento prioritário em rede coletora. A queda das perdas de água e a redução das emissões totais são avanços positivos, porém o crescimento das emissões de resíduos e energia aponta para a necessidade de políticas integradas de eficiência energética e destinação final mais sustentável.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

86.6%

2024

72
3.8% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

30.1%

2024

23
45.8% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

21.8%

2024

42

ETEs no município

ANA Atlas Esgotos

1

2020

77
0.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

40.8%

2024

27
12.3% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

92.5%

2022

83
0.3% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

1.9%

2022

89
73.2% no período

Unidades de destinação

IBAMA (CTF-APP)

1

2022

0.0% no período

Energia

Matriz energética

SIGA · 2024

106 MW

HidráulicaBiomassa

Potência hidráulica

ANEEL (SIGA)

92 MW

2024

84
1794.5% no período

Fontes limpas (% matriz)

ANEEL (SIGA)

100.0%

2024

0.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

302.090 tCO₂e

2024

30
18.0% no período

Emissões de resíduos

SEEG

15.869 tCO₂e

2024

21
42.2% no período

Emissões de energia

SEEG

118.258 tCO₂e

2024

16
29.8% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

3

2016

32
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.