Curral VelhoPB

2.327 habitantes · IBGE 2505303

IA

Resumo socioambiental

Curral Velho/PB apresenta quadro de saneamento básico crítico e defasado em relação ao restante do país. A cobertura de água atendia apenas 56,8% dos domicílios em 2011, sem atualização desde então, ante mediana nacional de 76,5% e estadual de 77,2% em 2022. A coleta de esgoto era de 27,8% (2011), muito abaixo da mediana nacional de 87,8% e da própria UF (64,8%) em 2021, e o tratamento de esgoto atingia apenas 25,1%, também aquém da mediana nacional (37,7%) e paraibana (42,7%). A ausência de dados mais recentes do SNIS/SINISA (todos os indicadores estagnados em 2011) é, em si, um alerta de fragilidade institucional e de monitoramento no município.

Os dados do Censo IBGE confirmam a deterioração do quadro: a cobertura de coleta domiciliar de resíduos caiu de 52,5% (2010) para 40,0% (2022), retração de -23,7%, posicionando o município no percentil 8 nacional — entre os piores do país. Em contrapartida, o destino inadequado de resíduos, embora tenha recuado de 47,5% para 37,6% no mesmo período, ainda é muito superior à mediana nacional (14,9%) e à média estadual (15,4%), colocando Curral Velho no percentil 83, ou seja, entre os municípios com pior desempenho nesse quesito. Essa combinação de baixa coleta e alto descarte inadequado ajuda a explicar a trajetória de crescimento das emissões de resíduos, que subiram de 1.060 para 1.287 tCO₂e entre 2010 e 2024 (+21,4%), na contramão da queda observada nas emissões totais do município.

Do ponto de vista climático, as emissões totais de GEE caíram de 38.341 para 21.834 tCO₂e entre 2010 e 2024 (-43,1%), com pico expressivo em 2023 (72.413 tCO₂e) seguido de forte recuo, sugerindo evento pontual, provavelmente ligado a mudança de uso da terra. Ainda assim, o município figura no percentil 9 nacional, com emissões bem abaixo da mediana do país (138.513 tCO₂e) e irrisórias frente ao total estadual. As emissões de energia, embora inexistentes até 2017, aparecem a partir de 2018 e alcançam 325 tCO₂e em 2024, ainda marginais no cômputo geral.

Em relação a eventos hidrológicos, não há registros de cheias em 2016, mas a seca observada soma 14 registros no mesmo ano, posicionando o município no percentil 93 da UF — evidência de vulnerabilidade à escassez hídrica, compatível com a baixa cobertura de água e a ausência de perdas reportadas (0,0%), que provavelmente reflete subnotificação em vez de eficiência real do sistema. Em síntese, Curral Velho combina infraestrutura sanitária defasada, retrocesso na cobertura de coleta de resíduos e exposição à seca, exigindo priorização de investimentos em saneamento e atualização dos sistemas de monitoramento como condição para reverter as tendências negativas identificadas.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

56.8%

2011

0.0% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

27.8%

2011

0.0% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

25.1%

2011

0.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

0.0%

2011

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

40.0%

2022

8
23.7% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

37.6%

2022

17
20.8% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

21.834 tCO₂e

2024

91
43.1% no período

Emissões de resíduos

SEEG

1.287 tCO₂e

2024

96
21.4% no período

Emissões de energia

SEEG

325 tCO₂e

2024

99

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

14

2016

7
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.