CurralinhoPA
36.451 habitantes · IBGE 1502806
Resumo socioambiental
Curralinho apresenta um quadro socioambiental crítico, com destaque negativo para o saneamento básico. A cobertura de água atinge apenas 38,6% em 2022, bem abaixo da mediana nacional (76,5%) e da média estadual (55,0%), posicionando o município no percentil 11 do país. A situação da coleta de esgoto é ainda mais grave: apenas 31,4% dos domicílios são atendidos, e 66,3% possuem destino inadequado de dejetos — valor que coloca Curralinho no percentil 99 nacional, ou seja, entre os piores do Brasil nesse quesito, muito acima da mediana de 14,9% e do próprio patamar paraense (23,2%).
Em contrapartida, o índice de perda de água na distribuição é relativamente baixo, 12,6% em 2022, inferior à mediana nacional (29,9%) e à média do Pará (34,5%), sugerindo que o problema municipal está concentrado na baixa cobertura da rede, e não na eficiência operacional do sistema existente. Essa combinação — pouca água tratada distribuída, mas com baixa perda — indica um sistema pequeno e pouco expandido, incapaz de atender a maior parte da população.
No campo das emissões, o município figura como sumidouro líquido de carbono, com saldo de -761.711 tCO₂e em 2024, refletindo o papel da cobertura florestal amazônica local, embora esse resultado tenha se reduzido 28,9% desde 2010 (quando era de -1.071.970 tCO₂e), sinalizando possível perda de capacidade de absorção ao longo da década. As emissões de resíduos sólidos cresceram 75,7% no mesmo período, atingindo 11.777 tCO₂e em 2024, acima da mediana nacional (5.787 tCO₂e, percentil 72) — tendência coerente com a baixa cobertura de coleta e destino inadequado de resíduos domiciliares. Já as emissões de energia caíram 49,3%, para 12.960 tCO₂e, abaixo da mediana nacional, indicando menor pressão desse setor.
Na infraestrutura energética renovável, o município mantém 2 MW de potência solar instalada desde 2022, sem crescimento recente, mas ainda acima da mediana nacional (960 kW, percentil 69). O índice de segurança hídrica é de 3,000 (2035), abaixo da mediana nacional (4,000), porém superior à média estadual (2,861), sinalizando vulnerabilidade moderada em relação ao contexto amazônico, sem registros de eventos de cheia ou seca reportados em 2016. O quadro geral aponta para a urgência de investimentos em saneamento básico como prioridade de gestão, dado que as lacunas nessa área impactam diretamente tanto a saúde pública quanto o aumento das emissões associadas a resíduos.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
18.1%
2024
Perda de água
SNIS/SINISA
94.4%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
31.4%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
66.3%
2022
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
2 MW
Potência solar
ANEEL (SIGA)
2 MW
2024
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Usinas solares (legado)
ANEEL (SIGA)
2 MW
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
-761.711 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
11.777 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
12.960 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
