CurralinhosPI

4.527 habitantes · IBGE 2203255

IA

Resumo socioambiental

Curralinhos/PI apresenta quadro socioambiental de atenção, com avanços parciais no saneamento mas deterioração expressiva nas emissões de gases de efeito estufa. A coleta domiciliar de resíduos evoluiu de 17,3% em 2010 para 61,6% em 2022, avanço de +255,2%, refletido na redução do destino inadequado de domicílios de 82,7% para 38,4% no mesmo período (-53,5%). Ainda assim, o município permanece abaixo da mediana nacional de coleta (76,9%) e da média estadual (70,4%), ocupando o percentil 28, enquanto no indicador de destino inadequado está no percentil 84 — pior que a mediana nacional (14,9%) e a média do Piauí (26,3%), evidenciando que, apesar do progresso histórico, a gestão de resíduos ainda é insuficiente frente ao restante do país.

As emissões totais de GEE saltaram de 166.070 tCO₂e em 2022 para 821.139 tCO₂e em 2023 e recuaram para 337.572 tCO₂e em 2024, resultando em variação de +164,9% desde 2010. Esse patamar coloca o município no percentil 72 nacional, acima da mediana do Brasil (138.513 tCO₂e), embora muito distante do total estadual (81,7 milhões tCO₂e). O pico de 2023 sugere evento atípico, possivelmente ligado a mudança de uso do solo, não plenamente refletido nas emissões de resíduos e energia, que seguem em patamares baixos.

As emissões de resíduos somaram 2.139 tCO₂e em 2024, com crescimento moderado de +39,9% desde 2010, mantendo-se abaixo da mediana nacional (6.191 tCO₂e) e no percentil 14 — nível relativamente baixo mesmo com a ampliação da coleta, o que é coerente, já que mais coleta formal não necessariamente implica tratamento com maior geração de metano. Já as emissões de energia dispararam de 58 tCO₂e em 2010 para 2.708 tCO₂e em 2024 (+4.606,1%), embora ainda estejam no percentil 10, muito abaixo da mediana nacional (18.929 tCO₂e), indicando eletrificação ou uso energético crescente a partir de uma base muito pequena.

Quanto a eventos hidrológicos, não há registros de cheia em 2016 (0, percentil 53), mas a seca observada foi de 10 registros no mesmo ano, posicionando o município no percentil 86 nacional — sinal de vulnerabilidade hídrica relevante frente à média do Piauí (2.068) e do Brasil (mediana 0). Esse dado reforça a necessidade de políticas integradas de gestão hídrica e de resíduos, já que a persistência de destino inadequado de resíduos pode agravar riscos de contaminação em períodos de escassez de água.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

61.6%

2022

28
255.2% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

38.4%

2022

16
53.5% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

337.572 tCO₂e

2024

28
164.9% no período

Emissões de resíduos

SEEG

2.139 tCO₂e

2024

86
39.9% no período

Emissões de energia

SEEG

2.708 tCO₂e

2024

90
4606.1% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

10

2016

14
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.