CuruçáPA

44.413 habitantes · IBGE 1502905

IA

Resumo socioambiental

Curuçá/PA apresenta, em 2024, saldo líquido negativo de emissões de gases de efeito estufa (-74.228 tCO₂e), resultado que coloca o município no percentil 2 nacional — ou seja, entre os menores emissores líquidos do país, muito abaixo da mediana nacional de 138.513 tCO₂e. Esse desempenho é explicado majoritariamente pelo componente florestal/uso da terra, que tem compensado as emissões dos demais setores. As emissões de energia somaram 16.343 tCO₂e em 2024 (+3,5% em relação a 2023), ficando abaixo da mediana nacional (18.929 tCO₂e, percentil 47), enquanto as emissões de resíduos atingiram 19.893 tCO₂e (+98,4% desde 2010), valor bem acima da mediana nacional (5.787 tCO₂e), posicionando o município no percentil 84 — um sinal de alerta setorial que contrasta com o bom desempenho agregado.

O crescimento constante das emissões de resíduos dialoga diretamente com a fragilidade do saneamento básico. Em 2022, apenas 71,4% dos domicílios tinham coleta de lixo (percentil 41, abaixo da mediana nacional de 76,9% e praticamente equivalente à média estadual de 71,0%), e 22,3% dos domicílios ainda tinham destino inadequado de resíduos — percentual pior que a mediana nacional (14,9%), embora tenha caído significativamente desde 2010 (48,1%). Essa lacuna de cobertura ajuda a explicar a trajetória ascendente das emissões do setor de resíduos e aponta para a necessidade de expansão da coleta e do tratamento adequado.

No abastecimento de água, a cobertura caiu de 100% (2020) para 93,3% em 2022, ainda assim superior à mediana nacional (76,5%) e ao patamar estadual (55,0%), situando o município no percentil 75. Entretanto, a perda de água no sistema saltou para 40,6% em 2022, patamar pior que a mediana nacional (29,9%) e que a média estadual (34,5%), indicando ineficiência operacional que compromete os ganhos de cobertura e eleva custos de operação.

O investimento público registrado em 2026 foi de R$ 10,0 milhões, valor acima da mediana nacional (R$ 3,1 milhões, percentil 71), mas ainda distante do patamar estadual (R$ 232,6 milhões), sem variação em relação ao período anterior. Não há registros de eventos de cheia ou seca em 2016 (ambos nulos, compatíveis com a mediana nacional), e o índice de segurança hídrica projetado para 2035 é de 3,000, abaixo da mediana nacional (4,000) e ligeiramente acima da média estadual (2,861). Diante desse quadro, os investimentos futuros deveriam priorizar a redução de perdas no sistema de água e a expansão da coleta e destinação adequada de resíduos, áreas que apresentam os indicadores mais desfavoráveis frente aos parâmetros nacionais.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

39.7%

2024

12
60.3% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

58.9%

2024

11

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

71.4%

2022

41
37.6% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

22.3%

2022

36
53.5% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

-74.228 tCO₂e

2024

98
125.6% no período

Emissões de resíduos

SEEG

19.893 tCO₂e

2024

17
98.4% no período

Emissões de energia

SEEG

16.343 tCO₂e

2024

53
3.5% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Investimento

Investimento público

PNCP

R$ 10.0 mi

2026

0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.