CurvelândiaMT

4.967 habitantes · IBGE 5103437

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Resumo socioambiental

Curvelândia apresenta um quadro de saneamento básico ainda distante da média nacional, embora em trajetória de melhora. A cobertura de água atingiu 63,9% em 2022, com avanço de +13,7% desde 2009, mas permanece abaixo da mediana nacional (76,5%) e bem aquém do patamar do Mato Grosso (87,2%), posicionando o município no percentil 35. Por outro lado, a perda de água na distribuição está em 16,7% (2022), nível favorável quando comparado à mediana nacional (29,9%) e à UF (40,5%), indicando gestão relativamente eficiente da rede apesar da cobertura ainda limitada.

O manejo de resíduos sólidos é o ponto mais crítico do diagnóstico. A coleta domiciliar alcança 73,7% dos domicílios (2022), abaixo da mediana nacional (76,9%), enquanto o destino inadequado de resíduos ainda atinge 25,8% dos domicílios — quase o dobro da mediana nacional (14,9%) e mais que o dobro do valor da UF (11,2%), colocando o município no percentil 68 (pior que a maioria). Essa lacuna de infraestrutura ajuda a explicar o crescimento de +54,9% nas emissões de resíduos entre 2010 e 2024 (de 1.566 para 2.425 tCO₂e), mesmo com esse volume absoluto ainda inferior à mediana nacional (6.191 tCO₂e).

Em termos de emissões totais de GEE, o município registrou 192.790 tCO₂e em 2024, com redução de -23,6% frente a 2010, após um pico atípico de 812.252 tCO₂e em 2022. Ainda assim, o valor de 2024 supera a mediana nacional (138.513 tCO₂e), posicionando Curvelândia no percentil 59. As emissões de energia também cresceram (+26,2% desde 2010, chegando a 6.077 tCO₂e), mas permanecem bem abaixo da mediana nacional (18.929 tCO₂e). Não há registros de eventos de cheia ou seca reportados em 2016.

Em síntese, o desafio prioritário do município está na gestão de resíduos sólidos — tanto na ampliação da coleta quanto na eliminação da destinação inadequada —, pois essa fragilidade se reflete diretamente no aumento das emissões do setor. Paralelamente, investimentos em expansão da rede de água são necessários para reduzir o hiato frente à média estadual e nacional, aproveitando a boa eficiência já demonstrada no controle de perdas.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

62.9%

2024

36
7.2% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

88.7%

2023

935.0% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

73.7%

2022

45
16.8% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

25.8%

2022

32
30.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

192.790 tCO₂e

2024

41
23.6% no período

Emissões de resíduos

SEEG

2.425 tCO₂e

2024

82
54.9% no período

Emissões de energia

SEEG

6.077 tCO₂e

2024

75
26.2% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.