DamolândiaGO

2.755 habitantes · IBGE 5206800

IA

Resumo socioambiental

Damolândia apresenta indicadores de saneamento acima da média nacional em pontos-chave, ainda que com sinais de instabilidade recente. A cobertura de água atingiu 83,4% em 2024, superior à mediana do Brasil (73,2%) e próxima da média de Goiás (88,8%), posicionando o município no percentil 66. Chama atenção, porém, a oscilação da série: houve pico de 88,1% em 2022 seguido de queda para 79,4% em 2023 e nova recuperação em 2024, sugerindo instabilidade operacional ou de medição que merece acompanhamento. Já a perda de água é um destaque positivo: 7,6% em 2024, bem abaixo da mediana nacional (29,1%) e da UF (25,3%), colocando o município no percentil 4 — entre os menores índices de perda do país, com redução acumulada de 58,3% desde 2010.

Os indicadores de manejo de resíduos domiciliares também são favoráveis. A coleta de domicílios alcançou 83,8% em 2022, acima da mediana nacional (76,9%), e o destino inadequado de resíduos caiu para 7,5%, bem abaixo da mediana do país (14,9%), embora ainda superior à média estadual (5,5%). Essa melhora na gestão de resíduos, contudo, contrasta com o aumento das emissões de GEE associadas a resíduos, que subiram 37,1% entre 2010 e 2024 (de 1.375 para 1.885 tCO₂e), indicando que a ampliação da coleta pode estar elevando a geração de metano em disposição final, um ponto de atenção para políticas de tratamento e destinação mais eficientes.

Em termos de emissões totais de GEE, o município permanece em patamar bastante inferior à mediana nacional (49.386 tCO₂e ante 138.513 tCO₂e, percentil 21), com leve queda de 2,7% entre 2010 e 2024. As emissões de energia também recuaram (-7,8%) no mesmo período, reforçando uma trajetória ambiental relativamente controlada nesse setor. Não há registros de eventos de cheia ou seca reportados na série disponível (2016), o que limita a análise de risco hidroclimático, mas não indica, com os dados existentes, exposição elevada a esses eventos.

Em síntese, Damolândia exibe desempenho socioambiental relativamente positivo frente aos parâmetros nacionais, com baixa perda de água e boa cobertura de coleta e destinação de resíduos, mas requer atenção à instabilidade recente da cobertura de água e ao crescimento das emissões vinculadas aos resíduos sólidos, aspectos que devem orientar prioridades de investimento e monitoramento contínuo pela gestão local.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

83.4%

2024

66
5.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

7.6%

2024

96
58.3% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

83.8%

2022

64
3.5% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

7.5%

2022

67
42.9% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

49.386 tCO₂e

2024

79
2.7% no período

Emissões de resíduos

SEEG

1.885 tCO₂e

2024

90
37.1% no período

Emissões de energia

SEEG

2.299 tCO₂e

2024

92
7.8% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.