DavinópolisGO

1.901 habitantes · IBGE 5206909

IA

Resumo socioambiental

Davinópolis apresenta quadro socioambiental misto, com avanços relevantes em saneamento, mas ainda abaixo do padrão estadual em diversos indicadores. A cobertura de água atingiu 77,3% em 2024, crescimento de 13,6% desde 2010, superando a mediana nacional (73,2%) mas ficando aquém de Goiás (88,8%), posicionando o município no percentil 56 do país. Já a perda de água, que é indicador de ineficiência, caiu para 27,3% em 2024 (-7,9% no período), valor próximo à mediana nacional (29,1%) mas ainda pior que a UF (25,3%). O acesso à coleta de resíduos também evoluiu: 79,6% dos domicílios eram atendidos em 2022, alta expressiva frente a 66,8% em 2010, superando a mediana nacional (76,9%), enquanto o destino inadequado de resíduos caiu drasticamente para 6,5% (de 33,2% em 2010), aproximando-se do patamar estadual (5,5%).

No eixo climático, as emissões totais de GEE do município somaram 118.297 tCO₂e em 2024, com leve alta de 3,1% frente a 2010, mas abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e), indicando perfil emissor relativamente modesto. Chama atenção o crescimento acentuado das emissões por resíduos, que quase dobraram no período (+87,5%, atingindo 1.071 tCO₂e), tendência coerente com a maior cobertura de coleta domiciliar — mais resíduos coletados e tratados tendem a gerar mais emissões reportadas nesse setor, ainda que o valor absoluto permaneça muito baixo frente ao Brasil (percentil 2). As emissões de energia, por sua vez, mantiveram-se estáveis (-0,1%), somando 4.096 tCO₂e, também bem abaixo da mediana nacional.

Um ponto de destaque estrutural é a potência hidráulica instalada, de 106 MW, estável desde 2010 e muito superior à mediana nacional (10 MW), posicionando o município no percentil 85 — reflexo da presença de infraestrutura hidrelétrica relevante no território, o que é significativo tanto do ponto de vista energético quanto ambiental (uso de recursos hídricos). Não há registros de eventos de cheia ou seca reportados para o município em 2016, ano da última coleta disponível, o que não permite inferências sobre tendências recentes desses eventos.

Em síntese, Davinópolis avançou consistentemente em saneamento básico na última década, com ganhos expressivos em cobertura de água e coleta de resíduos, ainda que atrás dos indicadores médios de Goiás. O perfil de emissões é comparativamente baixo frente ao Brasil, mas o crescimento das emissões por resíduos merece monitoramento, especialmente em paralelo à expansão da coleta domiciliar, para garantir que o avanço no acesso não implique aumento proporcional de impacto ambiental sem contrapartida em tratamento adequado.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

77.3%

2024

56
13.6% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

27.3%

2024

55
7.9% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

79.6%

2022

55
19.1% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

6.5%

2022

70
80.4% no período

Energia

Matriz energética

SIGA · 2024

106 MW

Hidráulica

Potência hidráulica

ANEEL (SIGA)

106 MW

2024

85
0.0% no período

Fontes limpas (% matriz)

ANEEL (SIGA)

100.0%

2024

0.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

118.297 tCO₂e

2024

55
3.1% no período

Emissões de resíduos

SEEG

1.071 tCO₂e

2024

98
87.5% no período

Emissões de energia

SEEG

4.096 tCO₂e

2024

83
0.1% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.