DavinópolisMA

14.788 habitantes · IBGE 2103752

IA

Resumo socioambiental

Davinópolis/MA apresenta quadro socioambiental preocupante no saneamento básico, com destaque negativo para a perda de água, que atingiu 80,3% em 2024 — muito acima da mediana nacional (29,1%) e da mediana estadual (57,3%), colocando o município no percentil 97 (entre os piores do país). A cobertura de água, de 59,8% em 2024, vem em trajetória de queda desde o pico de 86,4% em 2015, e hoje está abaixo da mediana nacional (73,2%), embora ainda supere a mediana do Maranhão (53,5%). A coleta de esgoto é praticamente inexistente, com apenas 4,7% (último dado de 2015) e tratamento de esgoto em 0,0%, evidenciando lacuna estrutural grave frente às medianas nacionais de 59,9% e 33,3%, respectivamente.

Por outro lado, houve avanço expressivo na gestão de resíduos domiciliares: a coleta de lixo pelos domicílios saltou de 35,8% (2010) para 79,6% (2022), superando as medianas nacional (76,9%) e estadual (65,5%). Coerentemente, o destino inadequado de resíduos caiu de 64,2% para 15,2% no mesmo período, ficando próximo da mediana nacional (14,9%), embora esse progresso na destinação não tenha impedido o crescimento das emissões de resíduos, que subiram de 4.434 para 8.187 tCO₂e (+84,7% desde 2010), acima da mediana nacional (6.191 tCO₂e) — sinal de que o aumento da cobertura de coleta pode estar elevando as emissões associadas à disposição final, provavelmente em aterros ou lixões sem captura de metano.

No balanço de emissões totais de GEE, o município registrou 114.473 tCO₂e em 2024, com queda de 17,7% em relação a 2010 e valor próximo à mediana nacional (138.513 tCO₂e), colocando-o no percentil 45. Chama atenção o crescimento acentuado das emissões de energia, que saltaram de 1.479 para 6.597 tCO₂e (+346%) na série, embora ainda estejam abaixo da mediana nacional (18.929 tCO₂e). Os registros de eventos extremos são escassos (uma cheia em 2016, sem registros de seca), mas a fragilidade da infraestrutura hídrica — expressa nas altas perdas de água e na baixa cobertura de esgotamento sanitário — sugere vulnerabilidade a impactos futuros e reforça a necessidade de investimentos prioritários em redução de perdas e ampliação do tratamento de esgoto, dado o descompasso entre o avanço na coleta de resíduos sólidos e o atraso crônico no saneamento hídrico.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

59.8%

2024

31
1.8% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

4.7%

2015

0.0% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

0.0%

2015

Perda de água

SNIS/SINISA

80.3%

2024

3
6.1% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

79.6%

2022

55
122.3% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

15.2%

2022

49
76.3% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

114.473 tCO₂e

2024

55
17.7% no período

Emissões de resíduos

SEEG

8.187 tCO₂e

2024

40
84.7% no período

Emissões de energia

SEEG

6.597 tCO₂e

2024

74
346.0% no período

Registros de cheia

ANA

1

2016

24
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.