Delfim MoreiraMG

8.130 habitantes · IBGE 3121100

IA

Resumo socioambiental

Delfim Moreira apresenta um quadro misto no saneamento básico, com avanço expressivo no abastecimento de água, que saltou de 37,5% em 2021 para 98,3% em 2022 — resultado muito acima da mediana nacional (76,5%) e da média mineira (84,3%), colocando o município no percentil 84. A perda de água na distribuição é praticamente nula (0,0% em 2022), desempenho excelente frente à mediana nacional de 29,9%. A coleta de esgoto também se mantém elevada, em 98,7% (2021), acima da mediana do país (87,8%). Contudo, o tratamento de esgoto é o ponto crítico: 0,0% em toda a série histórica (2009–2022), enquanto a mediana nacional já alcança 37,7% e a UF, 44,5%. Ou seja, o esgoto é coletado quase integralmente, mas despejado sem qualquer tratamento, configurando um passivo ambiental relevante que contrasta com os bons indicadores de cobertura.

No manejo de resíduos sólidos, houve melhora consistente: o destino inadequado de domicílios caiu de 22,6% (2010) para 5,6% (2022), uma redução de 75%, situando o município abaixo da mediana nacional (14,9%) e próximo da média mineira (7,4%). A coleta domiciliar de lixo atingiu 93,3%, também superior à mediana do país. Essa evolução se reflete nas emissões de resíduos, que vêm em trajetória decrescente desde 2016, chegando a 3.970 tCO₂e em 2024 (-4,2% no ano), abaixo da mediana nacional (6.191 tCO₂e).

Em emissões totais de GEE, o município registrou 61.690 tCO₂e em 2024, com queda de 14,2% frente a 2023, mas em patamar de forte oscilação histórica (variação entre 2.771 e 147.080 tCO₂e ao longo da série), o que sugere dependência de fatores pontuais, provavelmente ligados a mudanças no uso da terra. Ainda assim, o valor fica abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e), no percentil 26. Já as emissões de energia mostram tendência de alta constante, passando de 1.947 tCO₂e (2010) para 4.671 tCO₂e (2024), aumento de 139,9%, embora ainda distante da mediana nacional (18.929 tCO₂e).

Quanto a eventos hidrológicos, há registro único de cheia em 2016, sem informações mais recentes, e nenhuma seca observada no mesmo ano. A potência hidráulica instalada permanece estável em 10 MW desde 2011, compatível com a mediana nacional. Para os gestores, a prioridade evidente é a implantação de tratamento de esgoto, dado que a boa cobertura de coleta hoje resulta em lançamento de efluentes brutos, risco direto à qualidade dos recursos hídricos locais.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

61.5%

2024

34
62.0% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

38.6%

2024

30
61.4% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

0.0%

2024

24

Perda de água

SNIS/SINISA

25.8%

2024

59
81.1% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

93.3%

2022

86
20.5% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

5.6%

2022

73
75.0% no período

Energia

Matriz energética

SIGA · 2024

10 MW

Hidráulica

Potência hidráulica

ANEEL (SIGA)

10 MW

2024

52
0.0% no período

Fontes limpas (% matriz)

ANEEL (SIGA)

100.0%

2024

0.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

61.690 tCO₂e

2024

74
14.2% no período

Emissões de resíduos

SEEG

3.970 tCO₂e

2024

66
4.2% no período

Emissões de energia

SEEG

4.671 tCO₂e

2024

80
139.9% no período

Registros de cheia

ANA

1

2016

24
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.