DelfinópolisMG

8.760 habitantes · IBGE 3121209

IA

Resumo socioambiental

Delfinópolis apresenta um quadro de saneamento em deterioração acentuada, contrastando com um desempenho relativamente favorável em tratamento de esgoto. A cobertura de água caiu para 44,9% em 2022, recuo de -31,7% frente à série histórica e bem abaixo da mediana nacional (76,5%) e da UF (84,3%), posicionando o município no percentil 15 — entre os piores do país. A coleta de esgoto também regrediu, de patamares próximos a 96% na década de 2010 para 67,8% em 2021, abaixo da mediana nacional (87,8%) e da mineira (85,0%). Em contrapartida, o tratamento de esgoto evoluiu de 0% até 2016 para 71,3% em 2022, superando a mediana nacional (37,7%) e a UF (44,5%), no percentil 70 — um avanço relevante que, no entanto, é limitado pela baixa cobertura de coleta, já que só se trata o esgoto que é efetivamente coletado.

A perda de água segue trajetória de alta, atingindo 28,8% em 2022 (+32,4% em relação à série), ainda ligeiramente abaixo da mediana nacional (29,9%) e da UF (35,0%), no percentil 47. Esse aumento simultâneo à queda de cobertura sugere problemas de gestão e infraestrutura na rede de distribuição. Os dados de coleta de resíduos domiciliares (IBGE) confirmam a piora: 73,3% dos domicílios atendidos em 2022, queda de -19,1% frente a 2010, abaixo da mediana nacional (76,9%) e da UF (86,1%). Por outro lado, o percentual de domicílios com destino inadequado de resíduos recuou para 5,2% em 2022 (-44,6%), bem melhor que a mediana nacional (14,9%) e a UF (7,4%), no percentil 25 — indicando que, apesar da queda na cobertura formal de coleta, os destinos inadequados diminuíram, possivelmente por soluções alternativas de disposição.

No campo climático, as emissões totais de GEE somaram 233.859 tCO₂e em 2024, com queda de -19,5% desde 2010, mas em trajetória de recuperação desde o mínimo de 2022 (145.355 tCO₂e). O município está acima da mediana nacional (138.513 tCO₂e), no percentil 64. As emissões de energia chamam atenção pelo crescimento explosivo de +292,9% desde 2010, atingindo 41.133 tCO₂e em 2024, superando a mediana nacional (18.929 tCO₂e) no percentil 66 — tendência que merece monitoramento, especialmente diante do aumento simultâneo nas perdas de água, que podem indicar maior consumo energético em bombeamento e operação do sistema. As emissões de resíduos, por sua vez, cresceram +15,3% (4.944 tCO₂e em 2024), mas permanecem abaixo da mediana nacional (6.191 tCO₂e), no percentil 42, refletindo coerência com a redução de destinos inadequados observada nos dados censitários.

O município detém expressiva capacidade hidráulica instalada (238 MW, estável desde 2010), no percentil 90 nacional, o que reforça sua relevância energética regional, embora esse indicador não se traduza em benefícios diretos para o saneamento local. Combinados, os dados apontam para uma agenda prio

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

42.6%

2024

14
38.2% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

39.4%

2024

30
57.3% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

72.5%

2024

79

Perda de água

SNIS/SINISA

24.7%

2024

62
36.4% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

73.3%

2022

44
19.1% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

5.2%

2022

75
44.6% no período

Energia

Matriz energética

SIGA · 2024

238 MW

Hidráulica

Potência hidráulica

ANEEL (SIGA)

238 MW

2024

90
0.0% no período

Fontes limpas (% matriz)

ANEEL (SIGA)

100.0%

2024

0.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

233.859 tCO₂e

2024

36
19.5% no período

Emissões de resíduos

SEEG

4.944 tCO₂e

2024

58
15.3% no período

Emissões de energia

SEEG

41.133 tCO₂e

2024

34
292.9% no período

Registros de cheia

ANA

1

2016

24
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.