Delmiro GouveiaAL
52.809 habitantes · IBGE 2702405
Resumo socioambiental
Delmiro Gouveia/AL apresenta desempenho misto em saneamento, com destaque positivo para o abastecimento de água mas fragilidades importantes em esgotamento sanitário e perdas na distribuição. A cobertura de água atingiu 94,9% em 2024, bem acima da mediana nacional (73,2%) e da UF (72,8%), posicionando o município no percentil 85. Contudo, a perda de água chegou a 79,2% em 2024 — patamar crítico, muito superior à mediana nacional (29,1%) e mesmo à média estadual (63,1%), colocando o município no percentil 97 (pior extremo). Essa combinação sugere rede antiga ou mal gerida, desperdiçando o recurso captado.
O esgotamento sanitário é o ponto mais preocupante do dossiê. A coleta de esgoto recuou para 57,0% em 2024, após queda de 18,6% em relação a anos anteriores, ficando próxima da mediana nacional (59,9%) mas com trajetória de deterioração. Mais grave é o tratamento de esgoto, zerado desde 2020, contrastando com médias que já foram de 100% entre 2013 e 2015. Essa reversão indica descontinuidade operacional ou de investimentos, resultando em lançamento de esgoto bruto no ambiente, mesmo com percentual de domicílios com coleta considerado bom (91,7% em 2022, percentil 81) e destinação inadequada de resíduos domiciliares em queda (5,9% em 2022, ante 12,0% em 2010).
No eixo climático, as emissões totais de GEE somaram 116.545 tCO₂e em 2024, com alta de 36% desde 2010, ainda abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e). As emissões de energia cresceram 60,2% no período, para 63.981 tCO₂e, situando o município no percentil 74 nacional — reflexo provável da presença de infraestrutura hidráulica de grande porte (2.340 MW de potência instalada, percentil 99, sem variação desde 2010). As emissões de resíduos também avançaram 37,5%, atingindo 30.876 tCO₂e (percentil 89), o que dialoga diretamente com a ausência de tratamento de esgoto e com a gestão de resíduos sólidos ainda incompleta, apesar da melhora na destinação domiciliar.
Em síntese, o município demonstra avanços na universalização do acesso à água e na redução de destinação inadequada de resíduos, mas enfrenta retrocesso crítico no tratamento de esgoto e perdas elevadas no sistema de abastecimento, fatores que pressionam as emissões de resíduos e comprometem a eficiência dos investimentos já realizados. A recuperação da capacidade de tratamento de esgoto e o combate às perdas de água devem ser prioridades para gestores, dado o descolamento observado frente aos indicadores nacionais de referência.
Gerado em 10/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
94.9%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
57.0%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
0.0%
2024
Perda de água
SNIS/SINISA
79.2%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
91.7%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
5.9%
2022
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
2.340 MW
Potência hidráulica
ANEEL (SIGA)
2.340 MW
2024
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
116.545 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
30.876 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
63.981 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
1
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
16
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.
