DeodápolisMS

14.210 habitantes · IBGE 5003454

IA

Resumo socioambiental

Deodápolis apresenta um quadro de saneamento básico ainda incompleto, com destaque para o esgotamento sanitário como principal gargalo. A coleta de esgoto atingiu apenas 20,9% em 2021, muito abaixo da mediana nacional de 87,8% e também inferior à média do Mato Grosso do Sul (70,5%), posicionando o município no percentil 12 do país — apesar do salto expressivo desde 2019 (2,7%). O tratamento de esgoto, por sua vez, chegou a 25,0% em 2022, ainda aquém da mediana nacional (37,7%) e da UF (52,2%), mas com evolução consistente ano a ano, o que sinaliza investimentos recentes em andamento. Já a cobertura de água (80,7% em 2022) está acima da mediana brasileira (76,5%), embora tenha recuado 19,3% desde 2008, e a perda de água (21,0%) é comparativamente baixa frente ao Brasil (29,9%) e ao estado (31,2%), indicando gestão razoável da rede apesar da queda de cobertura.

No manejo de resíduos sólidos, o município avançou: os domicílios com coleta chegaram a 88,1% em 2022 (mediana nacional 76,9%), e o destino inadequado caiu para 11,6%, quase equiparando-se à média brasileira (14,9%), embora ainda distante do padrão do estado (9,8%). Chama atenção, contudo, que as emissões de resíduos cresceram 72,2% entre 2010 e 2024 (de 4.963 para 8.547 tCO₂e), superando a mediana nacional (6.191 tCO₂e) — um contraste que sugere que a melhoria na cobertura de coleta não foi acompanhada de redução equivalente na geração ou tratamento adequado dos resíduos, mantendo pressão sobre as emissões do setor.

No balanço geral de gases de efeito estufa, as emissões totais caíram 23,2% entre 2010 e 2024, fechando em 259.436 tCO₂e — ainda assim quase o dobro da mediana nacional (138.513 tCO₂e), colocando o município no percentil 67. As emissões de energia cresceram 62,9% no período, refletindo maior consumo elétrico, enquanto a geração solar local permanece estagnada em 296 kW desde 2023, bem abaixo da mediana nacional (908 kW), evidenciando baixo aproveitamento de fontes renováveis locais frente ao potencial de mitigação.

Por fim, os registros hidrológicos de 2016 indicam eventos de seca (3 registros) mais frequentes que os de cheia (1 registro), ambos abaixo da média estadual, mas sem série histórica recente que permita avaliar tendência atual. Em síntese, Deodápolis mostra progresso relevante em coleta de resíduos e expansão do tratamento de esgoto, mas ainda enfrenta desafios estruturais em esgotamento sanitário, emissões crescentes de resíduos e energia, e baixa penetração de energia solar, exigindo atenção prioritária dos gestores nesses eixos.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

87.4%

2024

73
6.7% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

14.6%

2024

12
447.2% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

13.5%

2024

36
10284.6% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

20.7%

2024

73
23.0% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

88.1%

2022

73
12.8% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

11.6%

2022

57
46.8% no período

Energia

Matriz energética

SIGA · 2024

296 kW

Solar

Potência solar

ANEEL (SIGA)

296 kW

2024

23
0.0% no período

Fontes limpas (% matriz)

ANEEL (SIGA)

100.0%

2024

0.0% no período

Usinas solares (legado)

ANEEL (SIGA)

296 kW

2024

23
0.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

259.436 tCO₂e

2024

33
23.2% no período

Emissões de resíduos

SEEG

8.547 tCO₂e

2024

39
72.2% no período

Emissões de energia

SEEG

27.668 tCO₂e

2024

42
62.9% no período

Registros de cheia

ANA

1

2016

24
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

3

2016

32
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.