DesterroPB

8.300 habitantes · IBGE 2505402

IA

Resumo socioambiental

Desterro/PB apresenta quadro socioambiental preocupante, com deterioração em indicadores de saneamento básico e crescimento acelerado de emissões. A cobertura de água atingiu apenas 54,9% em 2022, bem abaixo da mediana nacional (76,5%) e da média da Paraíba (77,2%), posicionando o município no percentil 25 do país. Chama atenção a queda de 14,4% nesse indicador desde o pico de 64,1% em 2008, evidenciando retrocesso no acesso ao serviço. Já o indicador de perda de água, que zerou em 2022, deve ser interpretado com cautela: dado o histórico errático da série (variando de 0% a 59,1% em anos anteriores), é mais provável que reflita ausência ou inconsistência de medição do que uma melhoria operacional real.

O saneamento de esgoto e resíduos sólidos também revela fragilidades estruturais. Apenas 44,3% dos domicílios tinham coleta de esgoto em 2022, percentual muito inferior à mediana nacional (76,9%) e à média estadual (79,6%), colocando o município no percentil 10. Coerentemente, o destino inadequado de resíduos atinge 31,5% dos domicílios, mais que o dobro da mediana nacional (14,9%) e da UF (15,4%), no percentil 76 — ou seja, entre os piores do país nesse quesito. Essa combinação de baixa cobertura de esgoto e alto descarte inadequado ajuda a explicar o crescimento de 23,5% nas emissões de resíduos entre 2010 e 2024, atingindo 3.055 tCO₂e, ainda assim abaixo da mediana nacional (6.191 tCO₂e).

O quadro de emissões totais é o ponto mais crítico do dossiê: as emissões de GEE saltaram 113,2% desde 2010, chegando a 10.334 tCO₂e em 2024, impulsionadas principalmente pelo setor de energia, que cresceu 97,3% no período e responde pela maior parcela do total (10.008 tCO₂e). Apesar do crescimento expressivo, o município ainda está no percentil 5 nacional, com emissões muito inferiores à mediana do Brasil (138.513 tCO₂e), o que indica uma base de partida pequena, mas trajetória de crescimento que merece monitoramento.

Quanto a eventos hidrológicos, o único dado disponível (2016) registra ausência de cheias, mas 16 registros de seca observada, no percentil 96 nacional — sinal de vulnerabilidade à escassez hídrica que se soma à baixa cobertura de água. A combinação de infraestrutura sanitária deficiente, tendência de aumento de emissões e histórico de estresse hídrico sugere a necessidade de investimentos prioritários em saneamento básico e planejamento de recursos hídricos no município.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

0.0%

2024

1
100.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

0.0%

2024

100
100.0% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

44.3%

2022

10
26.6% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

31.5%

2022

24
20.7% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

10.334 tCO₂e

2024

95
113.2% no período

Emissões de resíduos

SEEG

3.055 tCO₂e

2024

75
23.5% no período

Emissões de energia

SEEG

10.008 tCO₂e

2024

64
97.3% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

16

2016

4
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.