Diamante do SulPR

3.170 habitantes · IBGE 4107124

IA

Resumo socioambiental

Diamante do Sul apresenta quadro socioambiental de saneamento ainda distante da média nacional e estadual, embora com trajetória de melhora em água. A cobertura de água atingiu 66,8% em 2022, avanço expressivo de +80,2% desde 2008, mas ainda abaixo da mediana nacional (76,5%) e muito aquém do Paraná (96,1%), posicionando o município no percentil 38. A perda de água, de 17,0% em 2022, é inferior à mediana nacional (29,9%) e à UF (29,6%), colocando o município em situação relativamente favorável (percentil 17), embora tenha havido oscilação recente, com o indicador subindo de 4,1% (2021) para 17,0% em apenas um ano — sinal de possível instabilidade operacional a monitorar.

O saneamento de esgoto é o ponto mais crítico do dossiê. Apenas 45,6% dos domicílios têm coleta (2022), bem abaixo da mediana nacional (76,9%) e do Paraná (90,0%), com percentil 11. Consequentemente, o destino inadequado de dejetos ainda atinge 46,6% dos domicílios, taxa mais de três vezes a mediana nacional (14,9%) e oito vezes o valor do estado (5,6%), colocando o município no percentil 91 — entre os piores do país nesse quesito. Houve redução importante frente a 2010 (60,9%), mas o descompasso entre avanço em água e estagnação relativa em esgoto é evidente e preocupante, já que infraestrutura de coleta tende a exigir investimentos mais complexos e contínuos.

Em emissões de GEE, o município registrou 42.802 tCO₂e em 2024, com queda acentuada de 70,9% desde 2010, ficando abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e) e no percentil 18, indicativo de baixo peso relativo nas emissões totais do país. As emissões por resíduos, de 2.123 tCO₂e, mantiveram-se praticamente estáveis na década (+0,2%) e também abaixo da mediana nacional (6.191 tCO₂e), condizentes com a baixa cobertura de coleta de esgoto e o pequeno porte populacional. Já as emissões de energia cresceram 51,3% no período, para 2.239 tCO₂e, ainda assim distantes da mediana nacional (18.929 tCO₂e), sugerindo baixa intensidade energética mas tendência de alta a acompanhar.

Quanto a eventos hidrológicos, os registros disponíveis (2016) indicam ausência de cheias reportadas (0, mediana nacional igual) e uma ocorrência de seca observada, valor modesto frente ao total estadual (338). Em síntese, Diamante do Sul avança em cobertura de água e mantém baixas emissões absolutas, mas o déficit de esgotamento sanitário é o principal desafio socioambiental, exigindo priorização de investimentos para reduzir o destino inadequado de dejetos e aproximar o município dos patamares médios nacional e estadual.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

52.1%

2024

23
53.2% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

17.8%

2024

81
32.0% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

45.6%

2022

11
16.6% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

46.6%

2022

9
23.6% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

42.802 tCO₂e

2024

82
70.9% no período

Emissões de resíduos

SEEG

2.123 tCO₂e

2024

86
0.2% no período

Emissões de energia

SEEG

2.239 tCO₂e

2024

92
51.3% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

1

2016

41
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.