DiamantePB

6.431 habitantes · IBGE 2505600

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Resumo socioambiental

Diamante/PB apresenta quadro de saneamento básico ainda incompleto, com cobertura de água de 72,5% em 2022 — abaixo da mediana nacional (76,5%) e da UF (77,2%), posicionando o município no percentil 45. A perda de água, indicador em que maior valor é pior, atingiu 35,9% em 2022, superando a mediana nacional (29,9%), embora ligeiramente abaixo do valor da UF (37,3%). Essa ineficiência na distribuição, somada à estagnação da cobertura ao longo da série (com oscilações desde 2008 e queda abrupta a zero em 2017, provavelmente falha de reporte), sugere necessidade de investimentos em infraestrutura hídrica.

O cenário de esgotamento sanitário é mais crítico: a coleta de esgoto, que chegou a 100% entre 2013 e 2014, recuou para 84,7% em 2017 (última informação disponível), e o tratamento de esgoto permanece em 0,0% desde 2013 — muito distante da mediana nacional de 37,7% e da UF (42,7%). Essa ausência total de tratamento indica que todo o esgoto coletado é lançado sem tratamento, com potencial impacto direto na qualidade dos corpos hídricos locais. No recorte de domicílios, a coleta de resíduos atingiu 63,6% em 2022 (percentil 30 nacional), enquanto o destino inadequado de resíduos ainda afeta 36,3% dos domicílios — mais que o dobro da mediana nacional (14,9%) e da UF (15,4%), colocando o município no percentil 82, entre os piores do país nesse quesito, apesar da melhora de 20,4% desde 2010.

Em relação às emissões de gases de efeito estufa, Diamante registrou 44.442 tCO₂e em 2024, valor abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e), com percentil 18 — indicando emissões relativamente baixas no comparativo nacional. Contudo, houve alta de 14,6% em relação a 2023, revertendo a tendência de queda observada entre 2015 e 2019. As emissões de resíduos, coerentes com o alto índice de destino inadequado de dejetos domiciliares, cresceram 11,4% no último ano, para 2.644 tCO₂e, também abaixo da mediana nacional, mas em trajetória ascendente desde 2017.

Do ponto de vista hidrológico, o município não registrou cheias em 2016, mas apresentou 11 registros de seca observada no mesmo ano, posicionando-se no percentil 88 nacional — indicativo de maior vulnerabilidade à escassez hídrica, o que reforça a urgência de reduzir as perdas na rede de abastecimento e ampliar a cobertura de água tratada.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

65.2%

2024

39
10.7% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

84.7%

2017

15.3% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

0.0%

2017

Perda de água

SNIS/SINISA

38.9%

2024

30
13.0% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

63.6%

2022

30
17.0% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

36.3%

2022

18
20.4% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

44.442 tCO₂e

2024

82
14.6% no período

Emissões de resíduos

SEEG

2.644 tCO₂e

2024

80
11.4% no período

Emissões de energia

SEEG

2.439 tCO₂e

2024

91
12.0% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

11

2016

12
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.