DiamantinaMG

49.353 habitantes · IBGE 3121605

IA

Resumo socioambiental

Diamantina apresenta em 2022 cobertura de água de 86,5%, acima da mediana nacional (76,5%) e do patamar mineiro (84,3%), posicionando o município no percentil 65 do país. O indicador oscilou nos últimos anos, mas cresceu 4,8% em relação a 2008. Já a coleta de esgoto, de 76,5% em 2021, ficou abaixo da mediana nacional (87,8%) e da média estadual (85,0%), colocando o município no percentil 41 — um contraste relevante, já que o abastecimento avança mais que o esgotamento sanitário. O tratamento de esgoto, por sua vez, atingiu 34,4% em 2022, próximo à mediana nacional (37,7%), mas ainda distante da UF (44,5%), refletindo uma infraestrutura de tratamento (apenas 1 ETE registrada em 2020) que cresceu bastante desde 2016, quando o município não tratava esgoto algum.

A perda de água caiu para 28,0% em 2022, indicador em que menor é melhor, aproximando-se da mediana nacional (29,9%) e ficando abaixo do valor médio mineiro (35,0%), sinal de melhoria na gestão operacional do sistema, ainda que a série mostre variação entre 2020-2022. Do lado dos domicílios, a coleta de resíduos caiu para 74,8% em 2022 (queda de 4,8% desde 2010), ficando abaixo da mediana nacional (76,9%) e da UF (86,1%), enquanto o destino inadequado de resíduos recuou fortemente para 11,5% (de 21,4% em 2010), avanço expressivo mesmo estando acima do valor mineiro (7,4%).

Nas emissões, o município registrou 354.942 tCO₂e em 2024, com queda de 13,9% frente a 2010, mas ainda no percentil 73 nacional, indicando emissões relativamente altas em comparação a outros municípios brasileiros. Chama atenção o aumento de 20,2% nas emissões de resíduos (16.746 tCO₂e em 2024), tendência contrária à melhoria observada no destino inadequado de resíduos domiciliares, sugerindo que a redução da disposição inadequada não se traduziu em menor geração de gases por decomposição — possivelmente por manejo do resíduo coletado. As emissões de energia somaram 87.820 tCO₂e, também no percentil 79, e a potência hidráulica instalada permanece estável em 15 MW desde 2017, acima da mediana nacional (10 MW).

Em síntese, Diamantina avança em abastecimento de água e no combate ao destino inadequado de resíduos, mas enfrenta desafios estruturais em coleta e tratamento de esgoto, além de emissões de GEE ainda elevadas frente ao cenário nacional, especialmente no setor de resíduos, que cresce na contramão dos ganhos sanitários observados nos domicílios.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

86.5%

2022

65
4.8% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

76.5%

2021

41
4.7% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

34.4%

2022

48

ETEs no município

ANA Atlas Esgotos

1

2020

77
0.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

28.0%

2022

55
5.0% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

74.8%

2022

47
4.8% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

11.5%

2022

57
46.2% no período

Energia

Matriz energética

SIGA · 2024

15 MW

Hidráulica

Potência hidráulica

ANEEL (SIGA)

15 MW

2024

59
0.0% no período

Fontes limpas (% matriz)

ANEEL (SIGA)

100.0%

2024

0.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

354.942 tCO₂e

2024

27
13.9% no período

Emissões de resíduos

SEEG

16.746 tCO₂e

2024

20
20.2% no período

Emissões de energia

SEEG

87.820 tCO₂e

2024

21
12.6% no período

Registros de cheia

ANA

1

2016

24
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

4

2016

28
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.