Dilermando de AguiarRS

2.859 habitantes · IBGE 4306379

IA

Resumo socioambiental

Dilermando de Aguiar apresenta quadro sanitário crítico em relação ao restante do país. A cobertura de água atingiu apenas 33,8% em 2024, muito abaixo da mediana nacional (73,2%) e do Rio Grande do Sul (86,2%), posicionando o município no percentil 9 — entre os piores do Brasil. A série histórica mostra que esse patamar não é recente: após um pico atípico de 95,6% em 2016, o indicador caiu para a faixa de 30% e nunca se recuperou, sinalizando possível descontinuidade de investimento ou mudança na base de dados informada ao SNIS. A perda de água, embora tenha caído para 36,0% em 2024 (variação de -49,3% desde 2013), ainda supera a mediana nacional (29,1%) e se aproxima do valor da UF (39,4%), indicando ineficiência operacional que penaliza ainda mais a já baixa cobertura efetiva de abastecimento.

No saneamento, o cenário de esgotamento também é preocupante: apenas 35,1% dos domicílios têm coleta (2022), contra mediana nacional de 76,9% e UF de 82,7% (percentil 6). O destino inadequado de dejetos caiu expressivamente desde 2010 (de 58,8% para 17,5% em 2022, -70,2%), mas esse valor ainda supera a mediana do país (14,9%) e é quase quatro vezes o da UF (4,5%), evidenciando que a melhora histórica não foi suficiente para equiparar o município aos padrões estaduais e nacionais.

Do ponto de vista climático, as emissões totais de GEE somaram 199.032 tCO₂e em 2024, com queda de 22,1% frente a 2010, mas ainder acima da mediana nacional (138.513 tCO₂e), colocando o município no percentil 60. Chama atenção o comportamento oposto das emissões de resíduos, que cresceram 21,3% na série (para 1.262 tCO₂e) — coerente com a baixa cobertura de coleta e tratamento de esgoto já identificada, sugerindo relação entre deficiência de infraestrutura sanitária e pressão ambiental crescente por resíduos. As emissões de energia também subiram 33,4% no período, embora o valor absoluto (2.874 tCO₂e) permaneça bem inferior à mediana nacional (18.929 tCO₂e).

Os registros de eventos hidrológicos (1 cheia e 3 secas em 2016, únicos dados disponíveis) posicionam o município em percentis elevados (76 e 68, respectivamente) frente à mediana nacional nula, mas a ausência de atualizações recentes limita a análise de tendência. Em síntese, o município combina baixíssima cobertura de água e esgoto com ineficiência na distribuição hídrica, cenário que demanda prioridade em investimentos de saneamento para conter tanto os riscos sanitários quanto o crescimento das emissões associadas a resíduos.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

33.8%

2024

9
46.2% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

36.0%

2024

35
49.3% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

35.1%

2022

6
14.8% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

17.5%

2022

45
70.2% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

199.032 tCO₂e

2024

40
22.1% no período

Emissões de resíduos

SEEG

1.262 tCO₂e

2024

97
21.3% no período

Emissões de energia

SEEG

2.874 tCO₂e

2024

89
33.4% no período

Registros de cheia

ANA

1

2016

24
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

3

2016

32
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.