DivinésiaMG

4.426 habitantes · IBGE 3121902

IA

Resumo socioambiental

Divinésia/MG apresenta um quadro socioambiental com sinais de deterioração recente no saneamento básico e crescimento expressivo das emissões de gases de efeito estufa. A cobertura de água caiu de forma acentuada, atingindo 54,0% em 2022, queda de -36,9% frente à série histórica e bem abaixo da mediana nacional (76,5%) e mineira (84,3%), posicionando o município no percentil 23 do país. Chama atenção a divergência entre as fontes: enquanto o SNIS indica coleta de esgoto ainda alta (96,1% em 2021, percentil 60 nacional), o Censo IBGE registra apenas 6,1% de domicílios com coleta em 2022 — uma queda de -91,9% em relação a 2010 (75,0%) —, sugerindo possível mudança metodológica, defasagem de dados ou problema real de continuidade do serviço que merece investigação local.

O tratamento de esgoto é inexistente (0,0% em todos os anos da série 2016-2022), contrastando com a mediana nacional de 37,7% e a mineira de 44,5%, o que indica que todo o esgoto coletado é lançado sem tratamento — fator que pode estar associado ao aumento das emissões de resíduos, que cresceram 28,8% desde 2010, chegando a 2.555 tCO₂e em 2024. A perda de água também é preocupante, com 23,7% em 2022 (alta de +178,7% desde 2008, quando era de apenas 8,5%), embora ainda abaixo da mediana nacional (29,9%) e mineira (35,0%).

Do ponto de vista climático, as emissões totais de GEE saltaram de 6.287 tCO₂e em 2010 para 26.403 tCO₂e em 2024 (+320,0%), com destaque para o setor de energia, que cresceu 239,2% no período, atingindo 6.552 tCO₂e — reflexo provável da expansão de consumo elétrico ou uso de combustíveis fósseis locais. Ainda assim, o município permanece no percentil 10 nacional de emissões totais, muito abaixo da mediana (138.513 tCO₂e), indicando impacto climático absoluto pequeno em escala nacional, mas com trajetória de crescimento que merece monitoramento.

Em relação a eventos hidrológicos, há registro de 1 ocorrência de cheia em 2016 (percentil 76, acima da mediana nacional de zero) e nenhuma seca observada no mesmo ano. Combinados, os indicadores sugerem que Divinésia enfrenta desafios estruturais de saneamento — especialmente na ausência total de tratamento de esgoto e na queda abrupta da cobertura de água — que, associados ao crescimento das emissões de resíduos e energia, reforçam a necessidade de investimentos em infraestrutura sanitária e eficiência energética como prioridades de gestão.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

52.9%

2024

23
20.0% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

63.3%

2024

52
36.7% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

0.0%

2024

24

Perda de água

SNIS/SINISA

19.2%

2024

77
15.9% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

6.1%

2022

0
91.9% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

5.9%

2022

72
76.4% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

26.403 tCO₂e

2024

90
320.0% no período

Emissões de resíduos

SEEG

2.555 tCO₂e

2024

81
28.8% no período

Emissões de energia

SEEG

6.552 tCO₂e

2024

74
239.2% no período

Registros de cheia

ANA

1

2016

24
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.