Divino das LaranjeirasMG
4.186 habitantes · IBGE 3122108
Resumo socioambiental
Divino das Laranjeiras apresenta quadro misto em saneamento, com avanços recentes em água e esgoto, mas lacuna crítica no tratamento de efluentes. A cobertura de água atingiu 82,2% em 2022, recuperando-se de anos de estagnação em torno de 68-71% (2015-2021) e superando a mediana nacional (76,5%), embora ainda abaixo da média mineira (84,3%). A perda de água caiu para 16,3% em 2022, patamar bem inferior à mediana nacional (29,9%) e à mineira (35,0%), indicando ganhos operacionais relevantes no sistema de distribuição. A coleta de esgoto está em 95,5% (2021), acima da mediana nacional (87,8%) e da UF (85,0%), mas o tratamento de esgoto permanece em 0,0% desde 2020, situação alarmante frente à mediana nacional de 37,7% e à mineira de 44,5%, posicionando o município no percentil 25 do país — todo o esgoto coletado é despejado sem tratamento, comprometendo os ganhos obtidos na cobertura.
No manejo de resíduos sólidos, a coleta domiciliar chegou a 76,1% em 2022 (percentil 49, próximo à mediana nacional de 76,9%), enquanto o destino inadequado de resíduos caiu de 26,5% (2010) para 15,0% (2022), redução expressiva de 43,4%, ainda que ligeiramente acima da mediana nacional (14,9%) e distante do padrão mineiro (7,4%). Essa melhora se reflete nas emissões de resíduos, que recuaram para 2.470 tCO₂e em 2024, bem abaixo da mediana nacional (6.191 tCO₂e), sugerindo coerência entre a evolução da gestão de resíduos e a trajetória de suas emissões.
O balanço de emissões totais de GEE, no entanto, mostra tendência de alta: 93.352 tCO₂e em 2024, variação de +42,1% desde 2010, com recuperação acentuada após a mínima de 2020 (39.358 tCO₂e). Ainda assim, o município permanece abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e), no percentil 38. As emissões de energia dispararam +81,2% no período, atingindo 4.727 tCO₂e em 2024, o que aponta para pressão crescente do setor energético no perfil de emissões local, mesmo com valores absolutos modestos frente ao cenário nacional e estadual.
Não há registros de eventos de cheia ou seca reportados pela ANA (2016), sem indicativo de risco hidrológico extremo no período disponível. Em síntese, o município avançou em cobertura e eficiência hídrica e na redução de destinação inadequada de resíduos, mas a ausência total de tratamento de esgoto e o crescimento das emissões de energia representam os principais desafios para a gestão socioambiental nos próximos anos.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
86.5%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
83.9%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
0.0%
2024
Perda de água
SNIS/SINISA
20.6%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
76.1%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
15.0%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
93.352 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
2.470 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
4.727 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
