Divinolândia de MinasMG
6.607 habitantes · IBGE 3122207
Resumo socioambiental
Divinolândia de Minas apresenta em 2024 um quadro de saneamento preocupante, com destaque para a queda abrupta da cobertura de água, que caiu para 38,4%, uma retração de -54,3% frente aos anos anteriores e bem abaixo da mediana nacional (73,2%) e da média mineira (83,3%), posicionando o município no percentil 11 do país. A coleta de esgoto também recuou para 61,6% (-6,8%), embora ainda supere a mediana nacional (59,9%), ficando no percentil 51. O dado mais crítico é o tratamento de esgoto, estagnado em 0,0% durante toda a série histórica (2012-2024), enquanto a mediana nacional atinge 33,3% e a mineira 44,6% — ou seja, todo o esgoto coletado é lançado sem qualquer tratamento, o que eleva o risco de contaminação de corpos hídricos e agrava o quadro de queda no abastecimento de água.
Por outro lado, a perda de água no sistema de distribuição melhorou significativamente, chegando a 9,0% em 2024, valor muito inferior à mediana nacional (29,1%) e à mineira (35,8%), posicionando o município no percentil 5 (entre os melhores do país nesse indicador). Essa eficiência na rede contrasta, porém, com a drástica redução da cobertura de água, sugerindo possível mudança metodológica ou problema pontual de fornecimento em 2024 que merece investigação local. Já os domicílios com destino inadequado de resíduos caíram para 10,1% em 2022 (-67,0% desde 2010), aproximando-se da média nacional (14,9%), enquanto a coleta domiciliar de resíduos subiu para 80,2%, acima da mediana do país (76,9%).
No âmbito climático, as emissões totais de GEE somaram 95.796 tCO₂e em 2024, com alta de 94,9% em relação a 2010, mas ainced abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e), no percentil 39. As emissões de energia mais que triplicaram no período (+199,5%, para 19.762 tCO₂e), aproximando-se da mediana nacional (18.929 tCO₂e), enquanto as emissões de resíduos cresceram 21,0% (para 8.254 tCO₂e), superando a mediana do país (6.191 tCO₂e) e refletindo, coerentemente, a ausência de tratamento de esgoto e o histórico de deficiências na gestão de resíduos sólidos.
Em síntese, o município exibe uma trajetória preocupante no acesso à água tratada e no tratamento de esgoto — nulo desde 2012 — que compromete a qualidade ambiental e a saúde pública, mesmo com avanços na eficiência da rede de distribuição e na destinação de resíduos domiciliares. O crescimento das emissões de energia e resíduos acima da tendência nacional, somado a registros de cheia em 2016 no percentil 96 do país, reforça a necessidade de investimentos prioritários em infraestrutura de tratamento de esgoto e em resiliência climática para reverter esses indicadores nos próximos ciclos de monitoramento.
Gerado em 10/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
38.4%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
61.6%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
0.0%
2024
Perda de água
SNIS/SINISA
9.0%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
80.2%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
10.1%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
95.796 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
8.254 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
19.762 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
4
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.
