Divinópolis de GoiásGO

4.440 habitantes · IBGE 5208301

IA

Resumo socioambiental

Divinópolis de Goiás apresenta um quadro socioambiental misto, com avanços em saneamento hídrico mas deterioração relevante nas emissões de gases de efeito estufa. A cobertura de água atingiu 73,5% em 2024, praticamente empatada com a mediana nacional (73,2%) mas bem abaixo da média estadual (88,8%). Mais expressiva foi a redução da perda de água, que caiu de 44,5% em 2010 para 21,8% em 2024 — queda de 50,9% no período —, posicionando o município abaixo da mediana nacional (29,1%) e da UF (25,3%), o que indica ganhos reais de eficiência operacional na distribuição, ainda que a série mostre oscilações e falha de dado em 2023.

No saneamento de esgoto, o cenário é menos favorável: a coleta domiciliar caiu de 80,9% (2010) para 79,9% (2022), e o destino inadequado de dejetos, embora tenha recuado de 19,1% para 17,2% no mesmo período, permanece acima da mediana nacional (14,9%) e muito acima da UF (5,5%). Isso posiciona o município no percentil 54 nacional para esse indicador negativo, sugerindo que parte da população ainda carece de tratamento adequado, com possíveis impactos sobre corpos hídricos locais.

O ponto mais crítico do dossiê é a trajetória de emissões de GEE, que saltaram de 213 mil tCO₂e em 2010 para 354.231 tCO₂e em 2024, alta de 66,2% — collocando o município no percentil 73 nacional, ou seja, entre os mais emissores relativos do país, embora muito distante do total da UF. O crescimento recente (2022–2024) é acentuado e coincide com aumento tanto das emissões de energia (+21,9% no período, para 5.951 tCO₂e) quanto de resíduos (+51,4%, para 2.053 tCO₂e). Ainda assim, em termos absolutos, as emissões de resíduos e energia do município são baixas frente à mediana nacional (6.191 e 18.929 tCO₂e, respectivamente), indicando que o salto recente no total de GEE decorre provavelmente de outros setores não detalhados aqui, como mudança de uso do solo, e não do saneamento ou da matriz energética municipal.

Não há registros de eventos de cheia ou seca reportados para o município em 2016, único ano disponível na série ANA, o que limita conclusões sobre riscos hidroclimáticos recentes. Em síntese, Divinópolis de Goiás avançou na redução de perdas de água, mas enfrenta desafios em esgotamento sanitário e, sobretudo, uma tendência de alta nas emissões totais de GEE que merece monitoramento e investigação mais detalhada por parte da gestão local.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

73.5%

2024

50
4.5% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

21.8%

2024

71
50.9% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

79.9%

2022

56
1.2% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

17.2%

2022

46
10.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

354.231 tCO₂e

2024

27
66.2% no período

Emissões de resíduos

SEEG

2.053 tCO₂e

2024

87
51.4% no período

Emissões de energia

SEEG

5.951 tCO₂e

2024

76
21.9% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.