DivinópolisMG

242.328 habitantes · IBGE 3122306

IA

Resumo socioambiental

Divinópolis apresenta cobertura de água de 99,0% (2022), bem acima da mediana nacional (76,5%) e da média de Minas Gerais (84,3%), posicionando o município no percentil 86. Em contraste, o saneamento de esgoto revela um quadro mais preocupante: a coleta atinge 87,5% (2021), próxima da mediana nacional (87,8%), mas o tratamento é de apenas 2,6% (2022), muito inferior à mediana do país (37,7%) e à média mineira (44,5%), colocando o município no percentil 28. Essa lacuna entre coleta e tratamento — esgoto captado mas não tratado adequadamente — ajuda a explicar o crescimento expressivo das emissões de resíduos, que saltaram 47,7% entre 2010 e 2024, atingindo 107.733 tCO₂e, valor 17 vezes superior à mediana nacional (6.191 tCO₂e) e no percentil 97.

As perdas de água também merecem atenção: 38,1% (2022), superior à mediana nacional (29,9%) e à média estadual (35,0%), com trajetória de alta desde 2012 (quando era 25,6%), indicando ineficiência crescente na distribuição que pressiona custos operacionais e a sustentabilidade hídrica do sistema.

No campo climático, as emissões totais de GEE somaram 904.690 tCO₂e em 2024, no percentil 89 nacional, com energia (637.353 tCO₂e) como principal componente, seguida por resíduos. Apesar disso, a matriz elétrica local mostra sinais positivos, com expansão de 202,2% na potência de biomassa desde 2010 (chegando a 13 MW) e potência térmica fóssil comparativamente baixa (5 MW, percentil 37). Já a gestão de resíduos sólidos domiciliares é destaque positivo: o destino inadequado caiu de 2,0% (2010) para 1,1% (2022), muito abaixo da mediana nacional (14,9%) e da média de MG (7,4%), com cobertura de coleta domiciliar de 95,8%.

Em síntese, Divinópolis combina bom desempenho em abastecimento de água e coleta de resíduos sólidos com fragilidades estruturais em tratamento de esgoto e perdas hídricas, fatores que se refletem no aumento sustentado das emissões de resíduos e reforçam a necessidade de investimentos prioritários em estações de tratamento de esgoto e modernização da rede de distribuição de água.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

98.2%

2024

92
0.8% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

87.7%

2024

80
1.8% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

8.2%

2024

32

ETEs no município

ANA Atlas Esgotos

4

2020

95
0.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

30.4%

2024

47
14.3% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

95.8%

2022

93
2.3% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

1.1%

2022

93
44.0% no período

Unidades de destinação

IBAMA (CTF-APP)

4

2025

97
0.0% no período

Energia

Matriz energética

SIGA · 2024

37 MW

HidráulicaBiomassaTérmica (fóssil)

Potência hidráulica

ANEEL (SIGA)

19 MW

2024

62
0.0% no período

Potência térmica (fóssil)

ANEEL (SIGA)

5 MW

2024

63
34.5% no período

Fontes limpas (% matriz)

ANEEL (SIGA)

86.7%

2024

0.3% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

904.690 tCO₂e

2024

11
1.9% no período

Emissões de resíduos

SEEG

107.733 tCO₂e

2024

3
47.7% no período

Emissões de energia

SEEG

637.353 tCO₂e

2024

3
1.6% no período

Registros de cheia

ANA

3

2016

7
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.