Divisa AlegreMG
6.513 habitantes · IBGE 3122355
Resumo socioambiental
Divisa Alegre/MG apresenta situação mista no saneamento e sinais de alerta na dimensão energética-climática. A cobertura de água atingiu 89,1% em 2024, acima da mediana nacional (73,2%) e do percentil 75, mas em trajetória de queda desde o patamar de 96,8% observado entre 2010 e 2014, com recuo de -7,9% no período recente. A perda de água, por sua vez, subiu para 23,1% em 2024 (+85,7% desde 2010), ainda abaixo da mediana nacional (29,1%) e da UF (35,8%), porém a tendência ascendente preocupa: o aumento das perdas pode explicar parte da erosão na cobertura, já que mais água captada não chega ao consumidor final. Já a coleta de resíduos domiciliares é um ponto forte, com 97,2% dos domicílios atendidos em 2022 (percentil 97 nacional), refletido também na baixa taxa de destinação inadequada (2,7%), bem inferior à mediana do país (14,9%) e à média mineira (7,4%).
O quadro de emissões de GEE é o principal ponto de atenção. O total de 174.072 tCO₂e em 2024 representa alta de 277,2% desde 2010, superando a mediana nacional (138.513 tCO₂e) e posicionando o município no percentil 56. O motor dessa escalada é o setor de energia, que saltou de 19.348 para 116.915 tCO₂e (+504,3%), colocando o município no percentil 83 nacional — um patamar bem mais elevado que a mediana do país (18.929 tCO₂e). Em contraste, as emissões de resíduos permanecem controladas, em 3.175 tCO₂e (+9,6% desde 2010), abaixo da mediana nacional (6.191 tCO₂e, percentil 27), o que é coerente com a boa cobertura de coleta e a baixa destinação inadequada observadas no saneamento.
Quanto a eventos hidrológicos extremos, os dados de 2016 registram ausência de cheias, mas 9 registros de seca observada, situando o município no percentil 85 nacional para esse indicador — sinal de vulnerabilidade à estiagem que merece monitoramento, ainda que a defasagem temporal da série (dados de 2016) limite conclusões sobre a situação atual. Em síntese, o município combina avanços consolidados em coleta de resíduos e um saneamento hídrico relativamente favorável frente ao país, mas enfrenta uma trajetória preocupante de perdas de água e um crescimento expressivo das emissões ligadas à energia, que devem orientar prioridades de investimento em eficiência hídrica e transição energética.
Gerado em 10/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
89.1%
2024
Perda de água
SNIS/SINISA
23.1%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
97.2%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
2.7%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
174.072 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
3.175 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
116.915 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
9
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.
