Divisa NovaMG
5.993 habitantes · IBGE 3122405
Resumo socioambiental
Divisa Nova/MG apresenta um quadro sanitário misto: a coleta de esgoto atinge 100,0% (2021), acima da mediana nacional (87,8%) e do índice mineiro (85,0%), colocando o município no percentil 100. Contudo, essa universalização da coleta não se traduz em tratamento, que permanece em 0,0% (2022) desde 2009 — bem abaixo da mediana nacional (37,7%) e da UF (44,5%, percentil 25). Isso significa que todo o esgoto coletado é lançado sem tratamento no ambiente, um passivo ambiental relevante que contrasta com o bom desempenho na coleta.
O abastecimento de água mostra tendência de queda: a cobertura caiu de 86,5% (2008) para 76,3% (2022), variação de -11,8%, ficando praticamente na mediana nacional (76,5%) mas abaixo da média mineira (84,3%). Por outro lado, as perdas de água vêm melhorando estruturalmente, caindo de 35,8% (2008) para 23,8% (2022), variação de -33,4%, posicionando o município em situação mais favorável que a mediana nacional (29,9%) e a UF (35,0%, percentil 34). Na gestão de resíduos sólidos domiciliares, o cenário é positivo: a coleta atende 90,7% dos domicílios (2022), acima da mediana nacional (76,9%), enquanto o destino inadequado caiu de 10,7% para 4,7% entre 2010 e 2022 (-55,9%), ficando melhor que a mediana nacional (14,9%), embora ainda acima do padrão mineiro (7,4%).
No campo climático, as emissões totais de GEE recuaram de 79.180 tCO₂e (2010) para 56.512 tCO₂e (2024), queda de 28,6%, situando o município no percentil 24 nacional (mediana de 138.513 tCO₂e), com valores bem inferiores à média do estado. As emissões de resíduos, no entanto, cresceram 8,4% no período (3.237 para 3.510 tCO₂e), acompanhando a estabilidade da gestão de destino inadequado, ainda que em nível baixo frente ao Brasil (percentil 30). Já as emissões de energia mais que dobraram sua trajetória de alta, passando de 4.852 para 7.093 tCO₂e (+46,2%), sinalizando pressão crescente do setor energético, embora ainda distante da mediana nacional (18.929 tCO₂e). Não há registros de eventos de cheia ou seca no município (ANA, 2016), mas a ausência de tratamento de esgoto segue como o principal ponto de atenção para a gestão ambiental local, exigindo investimento prioritário para evitar impactos cumulativos nos corpos hídricos.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
75.0%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
81.8%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
65.8%
2024
Perda de água
SNIS/SINISA
16.0%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
90.7%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
4.7%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
56.512 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
3.510 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
7.093 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
