Dois CórregosSP

24.855 habitantes · IBGE 3514106

IA

Resumo socioambiental

Dois Córregos apresenta um saneamento básico consolidado e acima da média nacional, com destaques que merecem atenção quanto à eficiência operacional. A cobertura de água atingiu 98,6% em 2022, superando a mediana brasileira (76,5%) e a média do estado de São Paulo (95,2%), posicionando o município no percentil 85. A coleta de esgoto chegou a 99,6% em 2021 (percentil 71) e o tratamento evoluiu de forma expressiva, saltando de 20% em 2008 para 99,3% em 2022 — um avanço de 395,4% no período, colocando o município no percentil 91 nacional e bem acima da mediana (37,7%) e da média estadual (69,6%). Essa universalização do tratamento é coerente com o baixo percentual de destino inadequado de resíduos domiciliares (2,0% em 2022), abaixo da mediana nacional (14,9%), embora ainda superior à média paulista (1,0%).

O ponto crítico do dossiê é a perda de água na distribuição, que atingiu 52,6% em 2022 — quase o dobro da mediana nacional (29,9%) e da média estadual (32,1%), situando o município no percentil 87 (pior faixa). A série histórica mostra que essa perda mais que dobrou desde 2008 (19,0%), indicando um problema estrutural de gestão da rede que contrasta com os avanços em cobertura e tratamento: o município trata quase todo o esgoto gerado, mas desperdiça mais da metade da água captada, o que compromete a eficiência do sistema como um todo e pressiona custos operacionais.

Nas emissões de gases de efeito estufa, o município registrou 153.747 tCO₂e em 2024, com queda de 40,8% desde 2010, refletindo reduções tanto no setor de energia (-49,7%, para 42.467 tCO₂e) quanto em resíduos (-9,9%, para 15.194 tCO₂e). Ainda assim, as emissões totais ficam próximas da mediana nacional (138.513 tCO₂e, percentil 53), e as emissões de resíduos superam a mediana nacional (6.191 tCO₂e) em mais do dobro, situando o município no percentil 78 — um indicador que dialoga com a alta cobertura de coleta domiciliar (96,0%), sugerindo que o volume de resíduos coletados e seu manejo ainda geram impacto climático relevante.

Em geração de energia limpa, a potência de biomassa manteve-se estável em 7 MW desde 2010, acima da mediana nacional (5 MW), mas sem crescimento na década, o que pode indicar ausência de novos investimentos no setor. O único registro de cheia (2016) e a ausência de secas observadas sugerem baixa exposição a eventos hidrológicos extremos no período analisado, embora a limitação da série de dados recomende cautela na interpretação desse indicador.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

100.0%

2024

100
0.0% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

96.0%

2024

91
1.5% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

99.3%

2022

456.1% no período

ETEs no município

ANA Atlas Esgotos

1

2020

77
0.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

42.4%

2024

25
10.1% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

96.0%

2022

94
0.1% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

2.0%

2022

89
51.7% no período

Energia

Matriz energética

SIGA · 2024

7 MW

Biomassa

Fontes limpas (% matriz)

ANEEL (SIGA)

100.0%

2024

0.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

153.747 tCO₂e

2024

47
40.8% no período

Emissões de resíduos

SEEG

15.194 tCO₂e

2024

22
9.9% no período

Emissões de energia

SEEG

42.467 tCO₂e

2024

34
49.7% no período

Registros de cheia

ANA

1

2016

24
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.