Dois Irmãos das MissõesRS

2.133 habitantes · IBGE 4306429

IA

Resumo socioambiental

Dois Irmãos das Missões apresenta um perfil socioambiental misto, com desempenho relativamente favorável em emissões, mas sinais de deterioração na gestão de saneamento. A cobertura de água atingiu 89,6% em 2024, acima da mediana nacional (73,2%) e próxima da UF (86,2%, percentil 76), porém em queda de -10,4% frente aos patamares históricos, que chegaram a 100% entre 2019 e 2021. Mais preocupante é a perda de água, que saltou para 37,5% em 2024 — variação de +836,3% desde 2010 —, superando a mediana nacional (29,1%) e indicando ineficiência crescente na distribuição, com oscilações erráticas na série (de 73,5% em 2023 para 37,5% em 2024) que sugerem instabilidade na medição ou na operação do sistema.

No esgotamento sanitário, o município evoluiu de 58,3% para 77,7% de domicílios com coleta entre 2010 e 2022, ligeiramente acima da mediana nacional (76,9%), mas ainda distante do patamar da UF (82,7%, percentil 52). O destino inadequado de dejetos caiu para 21,9% no mesmo período (-47,4%), avanço expressivo, mas ainda muito acima da mediana nacional (14,9%) e sobretudo da UF (4,5%, percentil 63), evidenciando que o Rio Grande do Sul apresenta padrão de saneamento superior ao observado localmente.

Em emissões de GEE, o município está bem posicionado: 61.705 tCO₂e em 2024, abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e, percentil 26), com tendência de queda desde o pico de 2016 (91.342 tCO₂e). As emissões de resíduos somam 1.239 tCO₂e, também abaixo da mediana nacional (6.191 tCO₂e, percentil 3), e em trajetória de redução constante (-5,3% desde 2010), o que é coerente com a ampliação da coleta de esgoto e a redução do destino inadequado. Já as emissões de energia mostraram alta expressiva, para 2.231 tCO₂e em 2024 (+55,1%), embora ainda modestas frente à mediana nacional (18.929 tCO₂e, percentil 8).

Os registros hidrológicos de 2016 mostram exposição a eventos extremos: 2 registros de cheia (percentil 87 na UF) e 6 de seca (percentil 79), ambos acima da mediana nacional (zero), sinalizando vulnerabilidade climática que reforça a necessidade de investimento em infraestrutura hídrica, especialmente diante do quadro de perdas de água crescentes e da defasagem no saneamento em relação ao restante do estado.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

89.6%

2024

76
10.4% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

37.5%

2024

33
836.3% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

77.7%

2022

52
33.4% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

21.9%

2022

37
47.4% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

61.705 tCO₂e

2024

74
32.5% no período

Emissões de resíduos

SEEG

1.239 tCO₂e

2024

97
5.3% no período

Emissões de energia

SEEG

2.231 tCO₂e

2024

92
55.1% no período

Registros de cheia

ANA

2

2016

13
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

6

2016

21
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.