Dom CavatiMG

4.981 habitantes · IBGE 3122504

IA

Resumo socioambiental

Dom Cavati apresenta um saneamento básico com desempenho misto: a cobertura de água caiu para 75,6% em 2024, recuando 14,5% desde o início da série e alcançando o menor patamar histórico, embora ainda supere a mediana nacional (73,2%) e fique próxima ao percentil 54. Já a coleta de esgoto, com 89,1% em 2024, é bem superior à mediana do país (59,9%) e à média mineira (78,2%), posicionando o município no percentil 82 — porém essa vantagem é anulada pela ausência total de tratamento (0,0% desde 2016), muito abaixo da mediana nacional de 33,3% e do valor de Minas Gerais (44,6%). Ou seja, o esgoto é coletado, mas devolvido ao ambiente sem tratamento, o que representa um risco sanitário e ambiental relevante.

A perda de água na distribuição chegou a 34,7% em 2024, com alta de 4,9% no período, situando o município acima da mediana nacional (29,1%), embora ligeiramente abaixo da média estadual (35,8%). Esse indicador, somado à queda na cobertura de água, sugere fragilidades na gestão operacional do sistema de abastecimento. Do lado dos resíduos sólidos, houve melhora nos domicílios com coleta (83,5% em 2022) e redução do destino inadequado para 8,8%, uma queda de 30% frente a 2010 — ainda assim, esse percentual permanece acima da referência mineira (7,4%). Coerentemente, as emissões de resíduos vêm em trajetória ascendente, com 2.443 tCO₂e em 2024 (+17,3% na série), o que contrasta com a melhora observada na cobertura de coleta domiciliar.

No cômputo geral de gases de efeito estufa, Dom Cavati mantém emissões muito baixas em termos absolutos: 21.031 tCO₂e em 2024, queda de 21,2% frente a 2010 e no percentil 8 nacional, refletindo o pequeno porte do município. As emissões de energia também recuaram (10.269 tCO₂e, -18,0%), enquanto os resíduos são a única fonte em expansão, ainda que com peso pouco expressivo no total.

Em síntese, o desafio prioritário do município está na universalização do tratamento de esgoto — hoje inexistente apesar da boa cobertura de coleta —, na redução das perdas de água e na reversão da tendência de aumento das emissões ligadas a resíduos sólidos, temas que devem orientar investimentos e prioridades de gestão nos próximos ciclos.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

75.6%

2024

54
14.5% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

89.1%

2024

82
7.4% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

0.0%

2024

24

Perda de água

SNIS/SINISA

34.7%

2024

38
4.9% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

83.5%

2022

63
4.5% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

8.8%

2022

64
30.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

21.031 tCO₂e

2024

92
21.2% no período

Emissões de resíduos

SEEG

2.443 tCO₂e

2024

82
17.3% no período

Emissões de energia

SEEG

10.269 tCO₂e

2024

64
18.0% no período

Registros de cheia

ANA

1

2016

24
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.