Domingos MourãoPI
4.138 habitantes · IBGE 2203420
Resumo socioambiental
Domingos Mourão apresenta quadro socioambiental preocupante, com defasagem acentuada em relação aos indicadores nacionais de saneamento. A cobertura de água atingiu 21,6% em 2023, muito abaixo da mediana brasileira de 73,2% e do Piauí (92,3%), e após um pico de 33,6% em 2020 o índice recuou nos últimos três anos. Esse retrocesso é agravado pela perda de água de 69,0% (2023), mais que o dobro da mediana nacional (29,1%) e quase três vezes o valor do estado (23,6%), indicando ineficiência operacional relevante no sistema de abastecimento, que compromete o pouco volume de água tratada disponibilizado à população.
No esgotamento sanitário, a situação é igualmente crítica: apenas 45,1% dos domicílios tinham coleta em 2022, contra mediana nacional de 76,9%, e 54,8% dos domicílios ainda possuem destino inadequado de esgoto, colocando o município no percentil 95 do país — ou seja, entre os piores do Brasil neste quesito, ainda que a UF já apresente índice elevado (26,3%). Houve melhora histórica (66,3% em 2010 para 54,8% em 2022), mas o ritmo é insuficiente para aproximar o município dos padrões nacionais.
Nas emissões de GEE, o município soma 104.584 tCO₂e em 2024, valor abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e), mas com trajetória de forte crescimento recente, após oscilações e até valores negativos em 2010 e 2014. As emissões de energia cresceram 386,2% desde 2010, chegando a 3.051 tCO₂e em 2024, embora ainda distantes da mediana nacional (18.929 tCO₂e). Já as emissões de resíduos, de 1.659 tCO₂e (2024), permanecem no percentil 8 nacional — ou seja, entre as mais baixas do país —, o que é coerente com a baixa cobertura de coleta de resíduos e esgoto, sugerindo que parte da geração de resíduos ainda não está sendo contabilizada nos fluxos formais de tratamento.
Do ponto de vista hidrológico, os registros de 2016 mostram 1 ocorrência de cheia e 8 de seca, esta última no percentil 83 nacional, indicando vulnerabilidade a eventos de escassez hídrica que se soma ao quadro de baixa cobertura e alta perda de água. O conjunto dos indicadores aponta para a necessidade prioritária de investimentos em infraestrutura de abastecimento e esgotamento sanitário, dado que as deficiências estruturais nesses serviços básicos superam, em gravidade relativa, os desafios de emissões atmosféricas do município.
Gerado em 10/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
21.6%
2023
Perda de água
SNIS/SINISA
69.0%
2023
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
45.1%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
54.8%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
104.584 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
1.659 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
3.051 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
1
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
8
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.
