Dona InêsPB
10.640 habitantes · IBGE 2505709
Resumo socioambiental
Dona Inês/PB apresenta déficits estruturais graves em saneamento básico. A cobertura de água tratada, segundo dados do SNIS/SINISA, caiu de 44,3% em 2013 para 0,0% em 2022, um colapso completo do indicador de abastecimento formal — situação que coloca o município no percentil 0 nacional, muito abaixo da mediana brasileira (76,5%) e da média estadual (77,2%). Esse zeramento provavelmente reflete descontinuidade no reporte de dados ao sistema, mas mesmo antes da queda os valores já eram baixos, sinalizando fragilidade histórica na gestão hídrica local.
O quadro de esgotamento sanitário também é preocupante, ainda que com trajetória de melhora. A coleta domiciliar de esgoto avançou de 47,3% (2010) para 59,4% (2022), mas segue abaixo da mediana nacional (76,9%) e estadual (79,6%), no percentil 25. Como contraponto, o destino inadequado de dejetos caiu de 52,7% para 30,7% no mesmo período — redução expressiva de 41,7% — porém o valor ainda é o dobro da mediana brasileira (14,9%) e da UF (15,4%), posicionando o município no percentil 75 (pior) do país. A combinação de baixa cobertura de água e alto percentual de destinação inadequada de esgoto indica risco sanitário relevante para a população, especialmente em áreas rurais e periurbanas.
Do ponto de vista climático, as emissões totais de GEE saltaram de 22.851 tCO₂e (2023) para 43.817 tCO₂e em 2024, alta de 183,7% frente a 2010 e um salto atípico no último ano, possivelmente associado a mudanças no uso da terra ou pecuária. Ainda assim, o município permanece no percentil 18 nacional, com emissões muito inferiores à mediana do Brasil (138.513 tCO₂e). As emissões de resíduos cresceram de forma mais moderada (+12,8% desde 2010, atingindo 5.654 tCO₂e em 2024), coerente com o aumento da coleta domiciliar registrado no Censo, enquanto as emissões de energia mais que dobraram (+113,7%), refletindo possível expansão do consumo elétrico ou combustíveis fósseis no período.
Quanto a eventos hidrológicos extremos, não há registros de cheias em 2016, mas a seca observada soma 16 registros no mesmo ano, situando o município no percentil 96 do país — entre os mais afetados por estiagem, compatível com o padrão climático semiárido do interior paraibano. Essa vulnerabilidade à seca reforça a urgência de reverter o colapso na cobertura de água potável, dado que a combinação de escassez hídrica natural com falência do sistema de abastecimento formal amplia o risco de insegurança hídrica para a população de Dona Inês.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
18.7%
2024
Perda de água
SNIS/SINISA
31.3%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
59.4%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
30.7%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
43.817 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
5.654 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
4.364 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
16
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
