DouradosMS
260.640 habitantes · IBGE 5003702
Resumo socioambiental
Dourados apresenta avanços expressivos no saneamento, mas com sinais de alerta em perdas de água e emissões. A cobertura de água chegou a 88,5% em 2022, acima da mediana nacional (76,5%) e da UF (86,0%), embora tenha recuado 11,5% desde o pico da série histórica. Já a coleta de esgoto evoluiu de forma notável, saltando de 26,9% em 2007 para 93,0% em 2021 (percentil 56 nacional), acompanhada por um salto ainda maior no tratamento de esgoto, que passou de 21,6% para 60,7% em 2022 — acima da mediana do país (37,7%) e da UF (52,2%). Esse desempenho é coerente com a presença de 5 ETEs no município, número que coloca Dourados no percentil 96 nacional, evidenciando investimento consistente em infraestrutura de tratamento. Por outro lado, a perda de água na distribuição, de 47,0% em 2022, é significativamente pior que a mediana nacional (29,9%) e a da UF (31,2%), indicando ineficiência operacional que contrasta com os ganhos em cobertura e tratamento.
No que se refere a resíduos sólidos, o quadro é misto: o percentual de domicílios com destino inadequado caiu para 5,2% em 2022 (ante 7,4% em 2010), bem abaixo da mediana nacional (14,9%) e da UF (9,8%), refletindo boa cobertura de coleta domiciliar (91,8%). Entretanto, as emissões de GEE associadas a resíduos mais que dobraram na última década, atingindo 200.468 tCO₂e em 2024 (percentil 99 nacional), o que sugere que o crescimento da gestão formal de resíduos ainda não se traduziu em redução de emissões — provavelmente pelo tipo de disposição final adotado, ainda concentrado em poucas unidades de destinação (apenas 2, contra 8 na UF).
No eixo climático-energético, o município figura entre os maiores emissores de GEE do país, com 2.146.577 tCO₂e em 2024 (percentil 95), impulsionado tanto pelo setor de energia — que cresceu 72,2% desde 2010, chegando a 998.174 tCO₂e — quanto pelo salto abrupto na potência térmica fóssil instalada, que passou de 96 kW para 52 MW entre 2021 e 2022, um aumento de mais de 118 mil vezes. A geração solar, embora presente (5 MW, percentil 79 nacional), está estagnada desde 2022 e não acompanha o ritmo de expansão da matriz fóssil local, o que aponta para uma trajetória de descarbonização ainda incipiente.
Por fim, os indicadores hídricos merecem monitoramento: o índice de segurança hídrica projetado para 2035 é de 3,000, abaixo da mediana nacional (4,000) e da UF (3,658), enquanto os registros de seca observada (3 ocorrências em 2016) sinalizam vulnerabilidade que pode se agravar diante das elevadas perdas de água no sistema de distribuição. A combinação de infraestrutura de saneamento relativamente robusta com ineficiências operacionais e pressão crescente sobre emissões e recursos hídricos configura um desafio de gestão que exige priorização de redução de perdas na rede e controle das fontes de emissão, especialmente energética e de resíduos
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
93.0%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
82.3%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
70.3%
2024
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
5
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
37.6%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
91.8%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
5.2%
2022
Unidades de destinação
IBAMA (CTF-APP)
2
2025
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
57 MW
Potência solar
ANEEL (SIGA)
5 MW
2024
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Usinas solares (legado)
ANEEL (SIGA)
5 MW
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
2.146.577 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
200.468 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
998.174 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
3
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
